Desenvolvedoras de aplicativos O2O criam entidade setorial


Um grupo que reúne 22 empresas de tecnologia líderes em seus segmentos e 3 fundos de investimento anunciou ontem, 27, a criação da primeira associação do Brasil que reúne os representantes do setor de O2O, termo para “online to offline” e define o modelo de negócios que utiliza canais online para a venda de serviços e produtos do mundo offline e vice-versa.

No Brasil, um estudo inédito produzido pela Associação Brasileira de O2O (ABO2O) estima que o potencial para este mercado é de R$ 1 trilhão ao ano, impulsionado pelo surgimento de serviços inovadores e pelo boom de investimentos no setor. Também devem contribuir para esta expansão, a maior penetração do uso de internet móvel por smartphones, que deve crescer dos atuais 34,4% (2015) para 47,6% da população brasileira até 2018. Até nos cenários mais modestos, o estudo revela que a taxa de crescimento do setor O2O será sempre no patamar de dois dígitos ano sobre ano, índice muito superior ao registrado por negócios da economia tradicional.

“Mesmo em um momento conturbado da economia brasileira, quem precisa contratar pessoas ou serviços, por exemplo, encontra dificuldades de encontrar profissionais qualificados em áreas como limpeza ou logística. Serviços como O2O podem resolver esse desequilíbrio entre oferta e demanda, conectando profissionais às pessoas ou empresas que precisam contratá-los”, afirma Fernando Okumura, vice-presidente da ABO2O e CEO do Kekanto.

Em alguns segmentos, como pedidos de táxi e entrega de comida, a plataforma O2O já apresenta forte adesão dos consumidores. De acordo com o estudo da ABO2O, 20% das chamadas de táxi nas grandes cidades brasileiras já ocorrem via app. Patamar similar é registrado no setor de delivery de comida. Um em cada cinco pedidos de entrega de refeição, no Brasil, é feito via aplicativo mobile. No conjunto de todos os serviços, porém, o Brasil aparece em estágio inicial de desenvolvimento do setor O2O, o que revela a existência de grandes oportunidades para expansão.

A análise da ABO2O é que, nos próximos anos, devem aparecer novos serviços O2O no país, aumentando a segmentação dos players, fenômeno que já ocorre em mercados onde esta plataforma está mais madura. É uma característica de mercados avançados, que tende se repetir no Brasil, o surgimento de market places de O2O que agreguem diferentes produtos e serviços em uma única aplicação, com uma interface de pagamentos e relacionamento com o consumidor final unificadas.

Metas da associação – “São objetivos centrais da ABO2O incentivar o crescimento do mercado brasileiro de O2O, defender o interesse coletivo da indústria e auxiliar as empresas do setor a desenvolver serviços que facilitem a vida do consumidor com a oferta de produtos mais inteligentes e práticos”, diz Yan Di, presidente da ABO2O e diretor-geral do Baidu Brasil. Segundo o executivo, o momento atual da economia brasileira é adequado para o crescimento do O2O justamente por pressionar consumidores e empresas a buscar maior eficiência em seus custos e operações, característica central do O2O.

Integram a associação: 99 Taxis, Iguanafix, Apontador, Loggi, Baidu, Kekanto, ChefsClub, Mercode, Confrapar, Moip, Easy Taxi, Monashees, Emprego Ligado, Peixe Urbano, Emotion.me, Rapiddo, Get Ninjas, Restorando, Grubster, Trinks, Guia de Motéis, Vaniday, HelpSaúde, W7 Venture Capital. (Com assessoria de imprensa)

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