Desempenho da GVT no trimestre supera expectativas


A GVT tem muito a comemorar. Seus resultados operacionais, em relação ao primeiro trimestre de 2010, superaram as expectativas da própria Vivendi, sua controladora. Fechou o 1T11 com receita líquida de R$ 744,2 milhões — 46,8% superior ao resultado do mesmo período do ano passado. Segundo Amos Genish, presidente da operadora, no mercado de varejo a empresa cresceu 52,6%, somando R$ 616,2 milhões. O lucro líquido quadruplicou. Ele foi de R$ 118,2 milhões contra os R$ 31,4 milhões, apurados no primeiro trimestre do ano passado.

O EBITDA (o caixa da empresa) também cresceu 49% e chegou a R$ 313,9 milhões, e a margem também subiu 0,7% alcançando 42%. O Capex  foi de  R$ 331,5 milhões, e Genish ressaltou que os investimentos para o lançamento do serviço de TV por assinatura, no valor de R$ 200 milhões, ainda não foram computados. A GVT mantém a disposição de investir R$ 1,8 bilhão este ano.

A operadora comemorou também o recorde na adição de clientes, quando aumentou a sua base 53% (passando de 3,11 milhões para  4,76 milhões de clientes). Deste total, 1,23 milhão têm banda larga da operadora.

Esse desempenho fez até com que o sempre cometido Genish disparasse algumas flechadas na direção de seus principais competidores, as concessionárias de telecomunicações. “Nós adicionamos mais 138,7 mil clientes banda larga em nossa base, enquanto a Telefônica somou apenas 60 mil”, comparou o executivo.

TV por assinatura

Durante a coletiva à imprensa, a GVT mostrou alguns dos serviços que irá lançar sua TV por assinatura, no segundo semetre. Inicialmente, explicou Alcides Troller, vice-presidente de marketing da empresa, o serviço só será comercializado para os clientes da GVT, visto que ela vai oferecer também vários produtos com interatividade, só possíveis para quem tem a banda larga acoplada. Entre as novidades, a tela de TV da GVT será de mais fácil visualização. O cliente poderá ainda assistir ao programa em um outro dia. Toda a grade ficará disponível por um período de 7 a 30 dias, a depender dos contratos dos estúdios. Além dos estúdios estrangeiros, a empresa negocia com com a Globosat e a TV Globo a programação. Irá oferecer também uma gama de filmes por video on demand.

Ao ser perguntado se abandonará a solução do DTH quando o PLC 116 for aprovado pelo Senado Federal, pois o projeto de lei libera o ingresso das teles no mercado de TV a cabo, Genish brincou: ‘Nosso contrato com o provedor de satélite é por dez anos. Isso demonstra qual é a minha expectativa na aprovação deste projeto”.

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