Desembolsos do BNDES têm queda de 6% no primeiro semestre


 
Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 55,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, queda de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em junho, as liberações do Banco somaram R$ 139,9 bilhões, o que significou uma redução de 9% em relação aos 12 meses anteriores.  De acordo com o banco, os resultados estão em linha com a expectativa da instituição de encerrar o ano com equilíbrio nos desembolsos, que devem ficar entre R$ 145 bilhões e R$ 147 bilhões. Ou seja, em patamar semelhante ao de 2010, quando atingiram R$ 143,7 bilhões.
 
Embora a expectativa do Banco seja de estabilidade nas liberações, os números do semestre mostram uma intensificação dos financiamentos aos projetos de infraestrutura e ampliação do apoio às empresas de menor porte. As liberações às MPMEs somaram R$ 23,2 bilhões em janeiro/junho último, representando 42% do total. Em 2010, essa participação era de 32% e, em 2009, havia sido de 22%. 

No primeiro semestre de 2011, foram realizadas 364,2 mil operações de financiamento às MPMEs, com crescimento de 45% em relação ao primeiro semestre de 2010. Somente para as micro e pequenas, o BNDES desembolsou R$ 13 bilhões nos primeiros seis meses do ano – uma alta de 23% na comparação com os mesmos meses do ano anterior.  O desempenho positivo resulta, em grande parte, do Cartão BNDES e do BNDES PSI, que contribuíram para ampliar o acesso ao crédito às empresas de menor porte.

Setores
Nos primeiros seis meses, os desembolsos à infraestrutura alcançaram R$ 21,6 bilhões, com 38% de participação sobre o total. À indústria, foram destinados R$ 18,7 bilhões (34% de participação). A agropecuária ficou com R$ 4,9 bilhões (9%), e o setor de comércio e serviços, com R$ 10,4 bilhões (19%).

Lucro líquido
O BNDES registrou um lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no primeiro semestre de 2011. O resultado equivale a um aumento de 47,8% em relação ao obtido no primeiro semestre de 2010, de R$ 3,6 bilhões. O lucro é o maior já obtido pela instituição em um primeiro semestre e uma das razões foi a redução na taxa de inadimplência do Banco. O índice caiu de 0,15%, em dezembro de 2010, para 0,12%.  (Fonte: assessoria de imprensa)

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