Ocorreu hoje a última reunião aberta do Grupo de 60 delegações estrangeiras que discute a questão da segurança dos Jogos Olímpicos de 2016. Daqui para a frente, todas as reuniões serão fechadas. Depois dos atentados realizados em Paris, o tema ganha atenção redobrada. “Foi dado o alerta, sem dúvida, mas essa é uma área que já era prioritária para nós”, comentou Sidney Levy, CEO do Rio 2016 que hoje participou da cerimônia de inauguração do Centro de Operações Tecnológicas (TOC) para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do próximo ano, implantado pela Atos.

Segundo o executivo, a estratégia envolve 12 eixos e três pilares, inteligência, segurança e defesa. A responsabilidade pela segurança dos Jogos é do governo brasileiro, com a colaboração de “semelhantes internacionais”. A centralização das ações de segurança ficará no Centro de Comando de Operações do Rio de Janeiro, para onde será transferido parte do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, órgão subordinado à Secretaria Extraordinária de Segurança do Ministério da Justiça, em Brasília, que foi o coração das ações de acompanhamento e monitoração das 12 cidades sedes da Copa do Mundo.

Da mesma forma que a segurança física é prioridade durante as Olímpiadas os ataques cibernéticos também estão no radar dos organizadores. Entre vários motivos para isso está o fato de que, pela primeira vez, a nuvem será utilizada em maior escala. No caso da Atos, já está rodando em cloud o sistema CGS (Core Game System), “uma espécie de ERP dos jogos”, como classifica Marcelo Grimaldi, gerente de operações de TI da Atos para o Rio 2016. Essa plataforma organiza questões operacionais e de logística, como credenciais, gerenciamento da força de trabalho, alocação de mão-de-obra e outros pontos.

Esse sistema está hospedado em cloud privada da Embratel, parceira do Rio 2016. O outro sistema com o qual a Atos está trabalhando para as Olímpiadas do próximo ano, o Information Diffusion Systems, ficará no data center da Embratel e só irá para nuvem nas Olímpiadas 2020, em Tóquio. Outra novidade dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também terá outra novidade, será a primeira vez que um data center para disaster recovery plan será executado fora do país-sede. Serão utilizadas as instalações de Barcelona, onde foram realizadas as Olímpiadas em 1992. Esse mesmo centro de dados será novamente utilizado em 2020.