Depois de invasões no Telegram, PGR quer ferramenta própria para comunicações instantâneas


Depois das invasões de hackers nas contas dos integrantes da Lava-Jato no Telegram, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou que o software de comunicação para escritório e-Space passe a ser utilizado por membros e servidores como ferramenta institucional. A medida foi oficializada em despacho na conclusão do Procedimento Administrativo instaurado em 14 de maio, que atribuiu  os ataques e comprometimentos ao uso de soluções hospedadas e mantidas fora da infraestrutura do Ministério Público Federal (MPF).

No despacho, Raquel Dodge destaca que a conclusão dos trabalhos técnicos afastou situação de fragilidade da segurança institucional do Ministério Público Federal e comprovou que nenhum sistema disponibilizado pelo Ministério Público da União foi alvo de invasões ou ataques cibernéticos de qualquer natureza. “Observo, no entanto, que há indicação técnica para adoção da solução e-Space, dispositivo que integra o serviço de comunicação e colaboração unificada, adotado pelo Órgão para tornar seguras as comunicações móveis e fixas por videoconferência ou mensageria”, afirma.

A ferramenta utiliza infraestrutura própria e criptografia devidamente certificada pelo MPF. A procuradora-geral determinou a edição de portaria para disciplinar o uso do e-Space por membros e servidores.(Com assessoria de imprensa)

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