Depois de ataque de Hélio Costa, Nokia mantém posição


Até então travada em razoáveis níveis de civilidade, a disputa sobre qual padrão de modulação de TV digital no Brasil começa a elevar o tom. Ontem (13), em Belo Horizonte, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, atacou empresas de telecomunicações com capital estrangeiro, segundo estamparam os principais jornais do país, e especificamente citou uma fabricante. …

Até então travada em razoáveis níveis de civilidade, a disputa sobre qual padrão de modulação de TV digital no Brasil começa a elevar o tom. Ontem (13), em Belo Horizonte, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, atacou empresas de telecomunicações com capital estrangeiro, segundo estamparam os principais jornais do país, e especificamente citou uma fabricante. Costa ergueu seu celular e disse: “Estão vendo esse celular, infelizmente é Nokia, se eles não querem produzir aqui (tv móvel com padrão japonês), podem ir embora.”

Nenhum executivo da empresa, de origem finlandesa e maior vendedora de celulares do mundo nos ultimos anos, respondeu ao ataque. Mas a empresa marcou posição enviando nota à imprensa, na qual reitera que “não possui planos de desenvolver aparelhos com serviços de TV móvel que utilizem o padrão japonês.”

As palavras do ministro foram uma resposta às declarações do vice-presidente da Nokia, no Brasil, Claudio Raupp. Ele afirmou na semana passada que, caso o padrão DVB (europeu) não seja o escolhido, a companhia não investiria em TV móvel (pelo celular) no país. A decisão sobre qual padrão deve será escolhido foi adiada desde o último dia 10. Costa espera que, em setembro, a TV digital comercial no Brasil seja uma realidade.

Confira abaixo a íntegra do posicionamento da Nokia

“Nesse momento a Nokia não possui planos de desenvolver aparelhos com serviços de TV móvel que utilizem o padrão japonês. Por mais cinco anos, a empresa avaliou todas as tecnologias disponíveis, conjuntamente com radiodifusores ao redor do mundo, e optou por adotar o DVB-H, por ser o padrão com mais condições de ter escala de produção. Há uma clara preferência pela tecnologia e modelo de negócio propiciado pelo DVB-H, que já foi adotado por 57 países, apresentando-se como padrão global. No atual cenário de economia globalizada, a produção em grande escala é mandatória para a oferta de produtos a preços competitivos.”

“A Nokia está trabalhando com outros fabricantes de telefones celulares para garantir que diferentes aparelhos possam se comunicar e receber as transmissões dos radiodifusores. Isto é complexo pelo fato de a comunicação ser bidirecional no mundo das telecomunicações. Por conta desta complexidade, o custo de desenvolvimento dos aparelhos é alto e necessita um mercado de massa para ser viabilizado.”

“Queremos ressaltar que a Nokia possui um compromisso de longo prazo com o Brasil, onde está instalada desde 1996, com uma unidade fabril na Zona Franca de Manaus e escritórios em várias cidades do País, empregando milhares de funcionários. A empresa foi ainda o maior exportador do pólo da Zona Franca em 2005 e é a maior arrecadadora de impostos da região Norte, promovendo o desenvolvimento econômico da região e do País. “

“A empresa também reafirma diariamente seu compromisso com a sociedade brasileira por meio de seus sólidos investimentos no Terceiro Setor, com ações que atingem milhares de pessoas e envolvem desde projetos de combate ao analfabetismo funcional nas escolas públicas, até programas de educação profissionalizante para o mercado de trabalho, por meio da Fundação Nokia de Ensino, considerada a melhor escola de Manaus e a primeira colocada no Enem no Amazonas.” (Da Redação)

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