Departamento de Comércio norte-americano pressiona para que leilão de 700 MHz não adote preferência à tecnologia brasileira


 

O USTR (Office of the United States Trade Representative), ou o Departamento de Comércio Norte-Americano, ao publicar hoje o seu balanço anual sobre os acordos e tratados dos Estados Unidos com os setores de telecomunicações de todo o mundo, voltou a criticar a políticas de preferência à tecnologia nacional e produção local implementadas pelo governo brasileiro e seguidas pela Anatel.

 

Primeiramente, reclamou do excesso de testes reduntantes que estariam sendo exigidos para equipamentos de telecom, principalmente por países como Brasil, China e Índia.

 

Em seguida, teceu duras críticas ao leilão dos espectros de 2,5 GHz e de 450 MHz, realizados pela Anatel no ano passado e que estabeleceram que os compradores do leilão teriam que cumprir percentuais mínimos de aquisição de produtos com tecnologia brasileira e fabricados no Brasil.

 

O USTR alerta que já foi feita a reclamação junto à Organização Muncial do Comércio (OMC), mas que esta medida deve ser evitada no leilão de frequência de 700 MHz, considerada “muito mais atrativa para a indústria norte-americana”. Segundo o departamento, a banda de frequência a ser vendida é muito maior do que a de 2,5 GHz, que arrecadou US$ 2,9 bilhões, enquanto espera-se até US$ 40 bilhões na nova faixa, recursos que a indústria norte-americana não quer perder.

Lei aqui a íntegra do documento.   Da redação.
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