Densidade de orelhões por habitantes pode cair ainda mais


A Anatel informou nesta sexta-feira (24) que iniciou em julho passado o acompanhamento de cada um dos 911 mil telefones de uso público instalados no Brasil. Estão sendo monitoradas as chamadas originadas e terminadas, com o intuito de avaliar da necessidade de novo ajustamento da densidade.

Em 2011, com a edição do PGMU 3 (Plano Geral de Metas de Universalização), a densidade dos orelhões, que era de 6 por cada 1.000 habitantes por estados, caiu para 4 para cada 1.000, mas por município. A planta, que hoje está em 911 mil, deverá cair para 770 mil com o fim do ajustamento. O plano prevê novos ajustes da densidade dos TUPs.

Segundo o superintendente de Universalização da agência, José Gonçalves Neto, pelos levantamentos feitos recentemente, 60% dos TUPs são responsáveis por 99% do tráfego e a queda da rentabilidade foi de 40% entre 2007 e 2011. “Em 70% dos orelhões a renda mensal é de apenas R$ 10”, disse Neto.

O superintendente não soube informar se a queda do uso dos telefones públicos é uma consequência direta da indisponibilidade dos equipamentos. “Pode ser, mas isso só vamos comprovar com esse acompanhamento”, disse.

Neto reconheceu que no levantamento da planta, feito no final de 2010, estados como Alagoas só tinham 44% dos TUPs em funcionamento. Situação semelhante foi encontrada em outros municípios do Nordeste e do Norte.

Os telefones de uso público estão presentes em 44 mil localidades do país. Em 22.157 delas são a única opção de comunicação.

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