Demora da decisão sobre Speedy gera apreensão entre provedores


O presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit), Ricardo Lopes Sanchez, disse que a manutenção da suspensão do Speedy, serviço de acesso à internet rápida da Telefônica, está prejudicando os provedores e outros setores da economia. A venda do serviço foi paralisada desde 23 de junho, por medida cautelar da …

O presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit), Ricardo Lopes Sanchez, disse que a manutenção da suspensão do Speedy, serviço de acesso à internet rápida da Telefônica, está prejudicando os provedores e outros setores da economia. A venda do serviço foi paralisada desde 23 de junho, por medida cautelar da Anatel, em decorrência das falhas apresentadas. Segundo ele, “é a sociedade que está pagando mais uma vez”.

Pelas contas de Sanchez, com a interrupção das vendas do Speedy a Telefônica já deixou de ganhar R$ 8 milhões com a aquisição de novos clientes, cifra que poderá chegar a R$ 12 milhões caso a suspensão persista por mais um mês. Ele ressalta que a operadora pode aguentar ficar até seis meses sem vender, mas os provedores não.

“Um simples contador não consegue operar seu escritório sem banda larga, entre outros profissionais. Sem falar que, em dois meses, cerca de 50 mil pessoas deixaram de ser atendidas e não temos outra empresa que possa suprir essa demanda. A Net está em 200 municípios do país. Caso a decisão da Anatel demore muito, o número de provedores existentes no estado vai cair”, disse Sanchez.

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A decisão sobre a suspensão das vendas está sendo analisada pela conselheira da Anatel Emília Ribeiro, que ainda aguarda mais informações técnicas para se posicionar. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, defende uma solução rápida, para evitar demissões nas empresas que prestam serviço à Telefônica. (Da redação, com assessoria de imprensa)

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