Déficit eletroeletrônico continua em alta: + 37% até setembro.


De janeiro a setembro de 2006, a balança comercial de produtos elétricos e eletrônicos fechou com déficit de US$ 7,24 bilhões, 37% acima do registrado em igual período do ano anterior (US$ 5,30 bilhões). As exportações aumentaram 17%, as importações, 26,4%. De acordo com informações divulgadas hoje, 9 de novembro, pelo Departamento de Economia da …

De janeiro a setembro de 2006, a balança comercial de produtos elétricos e eletrônicos fechou com déficit de US$ 7,24 bilhões, 37% acima do registrado em igual período do ano anterior (US$ 5,30 bilhões). As exportações aumentaram 17%, as importações, 26,4%. De acordo com informações divulgadas hoje, 9 de novembro, pelo Departamento de Economia da Abinee, o destaque, mais uma vez, foi o déficit nos negócios com o Sudeste da Ásia, que somou US$ 8,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões referentes às transações com a China. Por outro lado, o superávit comercial com os países da Aladi foi de quase US$ 3 bilhões.

Em setembro/2006, as exportações de produtos do setor eletroeletrônico atingiram US$ 780,1 milhões (+8,5% sobre setembro de 2005), dos quais. US$ 277,5 milhões em bens de telecomunicações (-3,5% do que em igual mês do ano passado). Em relação a agosto/2006, as exportações recuaram 6,6%.).

Os principais responsáveis pela queda das vendas externas em setembro foram os componentes elétricos (-9,7%) e telecomunicações (-9,6%), áreas que representam 57% do montante das exportações do setor, que, no período citado, somaram US$ 447,7 milhões. As vendas de bens de telecom totalizaram R$ US$ 277,5 milhões em setembro, e as de telefones celulares recuaram de US$ 271 milhões para US$ 242 milhões no período citado.

Celulares à frente

No acumulado de janeiro a setembro deste ano, as exportações totalizaram US$ 6,6 bilhões, 17,0% a mais do que em igual período do ano passado. O Decon ressalta que, nos primeiros nove meses de 2006, o dólar se desvalorizou 12% frente ao real, o que implica crescimento das exportações em moeda local de apenas 2,5% no período.

Até setembro, as exportações de itens de telecomunicações (+15%) somaram US$ 2,4 bilhões, dos quais US$ 2 bilhões em celulares, que permaneceram na liderança das exportações de produtos do setor, com participação de 30% do total exportado pela indústria eletroeletrônica. As vendas externas para os países da Aladi foram de US$ 3,5 bilhões, com crescimento de 35,4% em comparação com os primeiros nove meses de 2005. Com isso, as vendas para os países desse bloco responderam por mais da metade do total exportado pela indústria, novamente com destaque para os celulares (+52%), com US$ 1,4 bilhão, o equivalente a 70% do total exportado desses aparelhos.

Vendas à Venezuela…

Ainda em relação aos telefones celulares, do total vendido para os países da Aladi, 38% (US$ 533 milhões) se destinaram à Venezuela. Aliás, as exportações de celulares para esse país cresceram quase 200% em relação ao mesmo período do ano anterior (US$ 182 milhões), apresentando, neste ano, montante superior ao da Argentina (US$ 436 milhões) e dos Estados Unidos (US$ 426 milhões), tornando-se, portanto, o maior destino das exportações totais de celulares.

As exportações para os países que compõem a Aladi (exceto Argentina) aumentaram 55,3%, para US$ 2,2 bilhões, no acumulado deste ano, sendo que as de bens de telecomunicações tiveram expansão de 87,5%.

As importações de componentes elétricos e eletrônicos (+25,7%) persistiram como as maiores do setor, alcançando US$ 8,8 bilhões, ou seja, 64% do total. Nesse resultado, os destaques foram os semicondutores (US$ 2,6 bilhões), os componentes para telecomunicações (US$ 1,8 bilhão) e os componentes para informática (US$ 1,6 bilhão).

…compras à China

As importações do Sudeste da Ásia (+39,6%) totalizaram US$ 8,7 bilhões, ampliando sua participação de 57%, de janeiro-setembro/2005, para 62%, em janeiro-setembro/2006. Dos US$ 8,7 bilhões importados dessa região, US$ 3,2 bilhões vieram da China (+49,7%). As compras de componentes elétricos e eletrônicos a esse país alcançaram US$ 1,9 bilhão, ou seja, quase 58% do total importado da China, com maior destaque para os componentes para telecomunicações (US$ 545 milhões) e componentes para informática (US$ 479 milhões).

Ainda em relação às importações dos países do Sudeste da Ásia (exceto a China), destacaram-se as compras dos semicondutores, que atingiram US$ 1,7 bilhão, o que significou 65% do total importado destes produtos pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões). Entre as principais origens destes itens estão Taiwan, Coréia do Sul e Cingapura.

(Da Redação)

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