Déficit da balança comercial do setor eletroeletrônico cresce no 1º tri


Exportações do setor de telecomunicações encolheram 24,1% no período. Importações também caíram. Já as empresas fabricantes de produtos informática aumentaram vendas de produtos para o exterior, mas ainda apresentam déficit comercial.

(Crédito: Shutterstock Vladnik)
(Crédito: Shutterstock Vladnik)

O déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 6,74 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O número é 22% maior que o registrado em igual período de 2017 (US$ 5,54 bilhões).

Segundo dados da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o resultado é fruto da queda nas exportações, que somaram US$ 1,32 bilhão, 8% abaixo das realizadas em igual período do ano anterior, enquanto as importações cresceram 15,5%, registrando US$ 8,1 bilhões.

A queda das vendas externas do setor no primeiro trimestre foi influenciada pela retração de um produto específico: aparelhos para filtrar líquidos. Ao excluir este equipamento, as exportações dos demais bens do setor aumentaram 5% no período citado.

Telecomunicações e Informática

Tomando-se apenas o setor de telecomunicações, as exportações tombaram 24,1%, somando US$ 62,1 milhões, influenciadas pela queda de disjuntores (-45%) e estações radiobase (-52%).

Já informática foi a área que apontou a maior taxa de crescimento (+31,2%), graças ao aumento das vendas ao exterior de máquinas para processamento de dados (+142%), caixas registradoras (+233%), monitores de vídeo (+1.411%), distribuidores de papel-moeda (+1.096%), entre outros. O setor somou US$ 71,2 milhões em exportações.

Nas importações, o setor de telecomunicações também encolheu. Foram US$ 487,4 milhões gastos (-2,3% ante o primeiro trimestre de 2017), embora tenham aumentado em 24% a importação de componentes.

Em informática, as importações cresceram 19,8%, para US$ 341 milhões. Com destaque para semicondutores e componentes.

Anterior Telebras registra prejuízo de R$ 62,6 mi no 1º trimestre
Próximos Anatel quer informação por CEP. Operadoras questionam.