Defesa da CFO da Huawei presa no Canadá reafirma ilegalidade do processo de extradição


Aconteceu hoje, 8, no Canadá, a quinta audiência judicial do processo de extradição solicitado pelo governo dos Estados Unidos contra Meng Wanzhou, CFO da Huawei. Na ocasião, a defesa da executiva afirmou que ela não deveria ser extraditada para os Estados Unidos já que nenhuma fraude foi cometida sob a lei canadense e que sua prisão era ilegal.

Desde o início, a empresa argumenta que a prisão foi ordenada pelos Estados Unidos e era um processo ilegal, promovido por considerações políticas e táticas, e não pelo Estado de Direito.

O grupo de advogados de Meng Wanzhou afirmou na audiência de hoje que este processo criminal é baseado em “alegações que faltam com a verdade” e que toda a atividade comercial realizada pela executiva foi feita “de forma aberta e transparente, com pleno conhecimento dos funcionários do setor bancário”.

Ela é acusada de subverter embargos ao Irã, recolhendo empréstimos que financiariam a venda de produtos naquele país, sem prestar a devida informação. A defesa apresentou, no entanto, um Powerpoint que foi apresentado pela CFO aos funcionários do banco, o qual traz detalhes da relação entre a Huawei e a empresa iraniana Skycom.

Além disso, foi declarado que os fatores políticos em jogo durante o processo de extradição podem levar a uma violação grave da justiça. Portanto, espera-se que a defesa de Meng Wanzhou peça ao tribunal para suspender o processo de extradição.

A defesa afirma que ela é acusada de práticas que não são consideradas crimes no Canadá. “As alegações dos EUA contra Meng são baseadas em violações das sanções dos EUA contra o Irã. No entanto, o Canadá não impõe sanções aos serviços financeiros em relação ao Irã. Portanto, o pedido de extradição não satisfaz o requisito de dupla incriminação”, defendeu. (Com assessoria de imprensa)

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