Debora Pinto – O desafio da TV por assinatura dos ISPs


Obter a licença para prestação do serviço de TV por assinatura é apenas o primeiro dos muitos desafios que os provedores de internet devem superar. Uma das soluções é unir forças para ganhar escala na compra de insumos e a Unotel é uma das que se propõe a fazer isso

Por Debora Pinto*

(Crédito: Divulgação)
(Crédito: Divulgação)

O acesso à TV por assinatura no Brasil, na última década, mais que quadruplicou, evoluindo de 3,2 milhões de domicílios com acesso (2002) para 16,9 milhões (2013), segundo dados da Anatel. E a estimativa é que, até 2018, o número de brasileiros assinantes de serviços de TV paga chegue a 40 milhões.

O aumento significativo no numero de acessos se dá, principalmente, pelo aumento da renda da população, mas também pela manutenção dos preços dos serviços a níveis competitivos. Ainda, em 2011, com a abertura de mercado promovida pela aprovação da lei 12.485 (Lei de Acesso Condicionado, SeAC), empresas de telecomunicações passaram a poder oferecer o serviço de TV por assinatura e pacotes triplo play. Mas este cenário também tem outro efeito: a possibilidade de mudança do perfil dos provedores de internet (ISPs) no interior do Brasil.

A licença SeAC, no entanto, é apenas o primeiro de muitos outros passos para que o ISP (Internet Service Provider) possa oferecer, efetivamente, o serviço de TV por assinatura e algumas iniciativas estão surgindo para ampará-los. A iON, empresa do grupo Unotel, entrou no mercado negociando em grande escala para que os ISPs e empresas de outros segmentos possam competir de igual para igual em line-up, infraestrutura satelital e em todas as demais grandes negociações que envolvem o lançamento de uma TV paga. O modelo de negócio da iON surge como um facilitador para provedores e eles poderão combinar essa oferta com os serviços já oferecidos através da rede IP.

A expectativa é que os ISPs possam explorar o mercado de TV paga, de forma a agregar valor à oferta de conexão à internet e fidelizar seus clientes. Ganham os empresários empreendedores do universo digital, ganha o consumidor. A oferta de serviços de TV a nível regional pode garantir maior capilaridade da oferta e estimular a penetração, aliada a um suporte ao consumidor mais próximo.

Atualmente são mais de 4 mil empresas de prestadoras de Serviços de Comunicação Multimídia (SCM) registradas na Anatel. Ou seja: o potencial é enorme. A Unotel, por reunir os provedores, desde 2006, se coloca como propulsor desse negócio, o que vem atraindo novos provedores para a iON. Para apoiar os empresários interessados em aderir ao iON, a Unotel ainda criou um Clube de Compras para os ISPs, associado à oferta de TV, em busca de descontos agressivos na compra cooperada de produtos importados ou nacionais específicos para o segmento de TV por assinatura. Pelas nossas contas, só a economia que o provedor fará com o Clube de Compras pagam os investimentos para lançamento da TV .

Todos ganham com a nova TV por assinatura dos ISPs: os pequenos e médios provedores, o Brasil em número de domicílios com TV paga e, principalmente, o cliente final que ganha mais uma opção de qualidade em serviço de TV paga.

*Débora Pinto é diretora de marketing da iON, TV por Assinatura.

 

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