De cara nova, IG quer ser referência de busca


Um portal de internet deseja arduamente que o internauta passe o maior tempo possível navegando pelo seu conteúdo. Certo? Bem, o IG, site que pertence à Brasil Telecom, quer quebrar esse paradigma. O novo portal da marca, que estréia hoje, 16, à noite, ambiciona tornar-se um espaço de referência. A partir de um estudo encomendado …

Um portal de internet deseja arduamente que o internauta passe o maior tempo possível navegando pelo seu conteúdo. Certo? Bem, o IG, site que pertence à Brasil Telecom, quer quebrar esse paradigma. O novo portal da marca, que estréia hoje, 16, à noite, ambiciona tornar-se um espaço de referência. A partir de um estudo encomendado a uma consultoria de novas tendências, a Box, chegou-se à conclusão de que o internauta não quer mais apenas a informação (em quantidade), mas a seleção desta.

“A idéia é que, partir do nosso portal, a pessoa possa ser redirecionada para o conteúdo que deseja atingir”, explica Alexandre Barreto, diretor de Portal e Conteúdo da BrT Internet. “Quem digita uma palavra no Google encontra 10 mil informações, isso não ajuda o usuário.” O conceito utilizado pelo portal será o de “curadoria”. Na realidade, focar em formadores de opinião que colaboram com o IG, tais como Glória Khalil (moda), Alberto Dines (imprensa), Rita Lobo (culinária), Pedro Dória (blogs), etc

Segundo Barreto, da BrT, esse curadores indicariam, em suas colunas, links para outros sites. Para a estratégia funcionar, admite o executivo, os 70 colunistas do site terão que inserir os tais caminhos por sua própria vontade, já que o IG não interfere no conteúdo dos textos. “Faremos uma campanha para isso.”

Sem pop ups
Uma ótima novidade para o internauta será a extinção dos pop ups e pop unders (propagandas que pipocam na tela) no IG, motivo de muita reclamação na internet. Em vez disso, um “super banner” ocupará a parte superior do site. “Nossa intenção com essas reformulações é aumentar nossa receita de publicidade a partir do maior número de visitas ao portal”, observa Barreto.

A Brasil da Telecom também é dona do Ibest e da BrTurbo, outros dois portais de internet, que estão em processo de integração com o IG. Para ser completo, este processo deve durar dois anos. Por enquanto, não há previsão de eliminação de alguma das marcas. Até hoje um portal de conteúdo todo aberto, o IG deve passar a cobrar, em breve, por vídeos e músicas.  

Outra constatação da pesquisa da Box, feita com pessoas entre 18 e 24 anos (segundo a empresa, os propulsores da cadeia de consumo), é a necessidade do próprio usuário da internet em gerar conteúdos (vide fenômeno dos blogs). Barreto adiantou que pretende criar, ainda este ano, um espaço para isso no portal, inclusive com a possibilidade de a pessoa ser paga por isso. Um exemplo de iniciativa inovadora desse tipo foi o projeto Fotorepórter, do Estadão, que publica fotos (em geral feitas por telefones celulares) de leitores e paga o “serviço”.

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