De Angelis: cada vez menor a distância entre TIM e Vivo.


Além de começar com atraso, e da confusão da empresa de teleconferência, a apresentação dos resultados do terceiro trimestre da TIM Participações feita pelo presidente Mario Cesar Pereira de Araujo e pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Stefano De Angelis, foi encerrada sem entrevista aos jornalistas. Motivo: estava na hora de apresentação dos …

Além de começar com atraso, e da confusão da empresa de teleconferência, a apresentação dos resultados do terceiro trimestre da TIM Participações feita pelo presidente Mario Cesar Pereira de Araujo e pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Stefano De Angelis, foi encerrada sem entrevista aos jornalistas. Motivo: estava na hora de apresentação dos resultados na Itália, na qual a direção da subsidiária tinha de participar.

Na sua curta exposição, De Angelis assinalou que a base pós paga no país experimentou aumento anual maior (22%) do que o crescimento geral da base (20%), em função da maior racionalidade das empresas, e do declínio dos subsídios concedidos. Ele destacou, também, que diminuiu ainda mais a distância entre a TIM e o primeiro player (Vivo), que ficou em 4,9 pontos percentuais, em setembro, em relação aos 13,2 p.p. no 3T05. Diferença essa ainda menor no segmento pós, que diminuiu de 13,2 p.p., para 1,6 p.p., no terceiro trimestre de 2005 e no terceiro trimestre de 2006, respectivamente. Isso porque, nesse período anual, enquanto o market share da Vivo teve queda acumulada de 6.6 p.p., o da TIM cresceu 2,2 p.p..

Ainda na mesma linha, o executivo observou que, no 3T06, enquanto a base total de clientes TIM aumentou 31%, a de clientes TIM Business teve expansão de 54%.

Serviços

Quanto aos resultados de sua política de promover o tráfego intra-rede com planos específicos, o diretor apontou para o recorde de adições brutas no trimestre – 3,5 milhões de linhas – além da alavancagem de participação em regiões como o estado de São Paulo (57%) e Rio Grande do Sul (62%).

No tocante à receita líquida de serviços, De Angelis comparou o desempenho da TIM ao da Vivo, nos terceiros trimestres de 2005 e de 2006, afirmando que, enquanto na subsidiária da companhia italiana a participação dessa receita na receita total cresceu 6,5 p.p., para 49,3% , embora a da Vivo ainda seja maior, caiu iguais pontos percentuais no período analisado, de 57,2% para 50,7%, respectivamente no terceiro trimestre do ano passado e em igual período de 2006. “Uma diferença de apenas R$ 73 milhões”, enfatizou o executivo.

Em serviços de valor agregado, enquanto a receita bruta total aumentou 59%, ano a ano, o uso de MMS de pessoa a pessoa (P2P) disparou 408%, também na comparação anual, e o de dados, 428%. O número de usuários SMS P2P cresceu 34%; o de MMS P2P, 287%; o de dados, 173%. Em resumo, enquanto o VAS tradicional evoluiu 39%, o de serviços inovadores avançou 61%.

Por fim, De Angelis informou que o custo de aquisição de clientes caiu de 5,1 meses no 3T05, para 4,9 meses no 3T06.

Anterior BNDES libera R$ 2,4 bi para a Telemar
Próximos É incerto o sucesso de telefones duais com Wi-Fi