De 2007 a 2010, investimentos em telecom podem chegar a R$ 58 bilhões.


Esse montante representa pouco menos de um terço (exatos 29,29%) dos R$ 198 bilhões que podem ser aplicados no período em questão. É o que indica estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que, ao longo deste ano, fez um levantamento dos horizontes de investimentos para o período, analisando 16 setores da …

Esse montante representa pouco menos de um terço (exatos 29,29%) dos R$ 198 bilhões que podem ser aplicados no período em questão. É o que indica estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que, ao longo deste ano, fez um levantamento dos horizontes de investimentos para o período, analisando 16 setores da indústria e da infra-estrutura. “Os Rumos dos Investimentos em Infra-Estrutura”, de autoria de Ernani Teixeira Torres Filho e Fernando Pimentel Puga, respectivamente, superintendente da secretaria de assuntos econômicos e assessor da presidência da instituição, foram divulgados no “Visão do Desenvolvimento” da última semana.

O valor estimado para investimentos em telecomunicações no período 2007-2010 é semelhante ao verificado entre 2002 e 2005, o que, segundo o trabalho, “reforça a percepção de que o setor está atravessando a fase descendente do ciclo que se iniciou na segunda metade dos anos 90”. Assim, não devem se repetir os níveis elevados do período 1997-2001, ao longo do qual as empresas fizeram pesados investimentos nas metas de universalização da telefonia fixa, e, na móvel, na implantação das operadoras das bandas A, B, D e E.

Fixa e móvel

Segundo o BNDES, na telefonia fixa, os investimentos do período que se inicia em 2007 devem ser carreados para a expansão da oferta de serviços de maior valor agregado, como acesso à internet em banda larga, e vídeo, para completar o triple play. No segmento móvel, a perspectiva é “de um novo ciclo de investimentos, com a licitação da terceira geração, prevista para ocorrer em 2007”.

O levantamento, concluem os autores, aponta para um total de investimentos de R$ 198 bilhões (a valores deste ano) em infra-estrutura, nos setores de energia elétrica, comunicações, portos, ferrovias e saneamento. Esse montante representa aumento de 60% crescimento frente aos R$ 123,4 bilhões aplicados entre 2002 e 2005; expansão real de 10% ao ano, em média;  e equivale a um aumento de 0,6% do PIB, entre 2005 e 2010.

“Uma parte desses investimentos é firme em relação ao comportamento da economia. É o caso do setor de telecomunicações, cujos investimentos seguem o desenvolvimento tecnológico em curso no setor”, ponderam Torres Filho e Puga.

Renda, juros, regulação.

O BNDES lembra que investimentos em infra-estrutura envolvem projetos de valores elevados, cujos retornos são de longo prazo de maturação. Por isso, a decisão de fazê-los depende de expectativas sobre o comportamento futuro de variáveis macroeconômicas, como renda e juros. Além disso, envolvem setores que são objeto de “intensa regulação do Estado”, e muitos dependem de autorizações ambientais.

Tratam-se de setores em que a expansão da oferta deveria caminhar à frente da demanda. Além disso, os principais projetos são, muitas vezes, indivisíveis. Esse conjunto de fatores determina comportamentos cíclicos que afetam os investimentos em pauta.

No ano passado, a taxa de formação bruta de capital fixo no país foi o equivalente a 19,9% do PIB, do qual a infra-estrutura foi responsável por 2,2% do Produto, ou seja, pouco mais de um décimo do investimento total. Os setores pesquisados formaram uma amostra que, também em 2005, respondeu por 68% por todo investimento em infra-estrutura, ou seja, 1,5% do PIB.

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