Dados devem segurar resultado da Telesp


Hoje, 24, a Brascan Reasearch divulgou sua prévia sobre o desempenho da Telecomunicações de São Paulo S.A. (Telesp), que  reportará os resultados do 1º trimestre de 2006 na próxima quarta-feira, 26. De acordo com o analista Felipe Cunha, da equipe de pesquisa da instituição, a receita bruta da operadora pode diminuir 5,8% sobre o trimestre …

Hoje, 24, a Brascan Reasearch divulgou sua prévia sobre o desempenho da Telecomunicações de São Paulo S.A. (Telesp), que  reportará os resultados do 1º trimestre de 2006 na próxima quarta-feira, 26. De acordo com o analista Felipe Cunha, da equipe de pesquisa da instituição, a receita bruta da operadora pode diminuir 5,8% sobre o trimestre imediatamente anterior, para R$ 4,98 bilhões, valor 4,2% superior ao de igual trimestre de 2005.

Esse resultado será uma decorrência do recuo trimestral de 6,9% da receita de telefonia fixa, para R$ 4,59 bilhões, valor 2,4% acima do obtido no 1T05. E de crescimento de quase 9% na receita de dados, que deve totalizar R$ 396 milhões (31,2% a mais do que no 1T06). Em conseqüência, o resultado da operação (Ebitda – lucro antes de impostos, juros e amortização), estimado em R$ 1,53 bilhão, deve apresentar declínio trimestral de 8,8% e se manter no mesmo patamar do 1T05.

Lucro cai

Por outro lado, Cunha espera uma redução trimestral de 56% no resultado financeiro líquido da Telesp, que deve se situar em R$ 55 milhões, e de 48% em comparação com o do primeiro trimestre de 2005. O lucro líquido projetado em R$ 534 milhões deve ficar 21% abaixo do obtido no 4T05, e 9% acima do gerado no 1T05.

Enquanto as linhas fixas em serviço experimentaram ligeira (0,3%) redução, situando-se em 12,31 milhões de acessos, o número de acessos ADSL aumentou mais de 6% no primeiro trimestre de 2006, para 1,29 milhão, base 46% maior do que a de igual período do ano passado.

Pressões baixistas

Felipe Cunha atribui o decréscimo na receita da operaradora no primeiro trimestre à relativa estabilidade na planta de telefonia fixa, manutenção das tarifas cobradas e à tendência de redução do tráfego nos primeiros três meses do ano, face ao menor número de dias úteis e maior incidência de feriados. Também contribuirá para este cenário a redução na TU-RL (tarifa de uso de rede local) em aproximadamente 24%, a partir do primeiro trimestre de 2006, comprometendo a receita de uso de rede da empresa, que representou aproximadamente 4% da receita bruta total da Telesp em 2005.

O analista da instituição estima um decréscimo de 6,2% na receita líquida da operadora frente ao 4T05, perfazendo um total R$ 3,52 bilhões no 1T06.

Quanto à rentabilidade operacional, espera uma redução na margem EBITDA neste trimestre devido à crescente participação do tráfego fixo-móvel, que impacta o custo de interconexão; aos custos com o plano de demissão incentivada (PDI) ocorrido no período; e também, principalmente, à cobrança de royalties às operadoras, que devem ser pagos em parcelas bi-anuais, no equivalente a 2% da receita líquida do STFC. “Considerando o regime contábil de competência, a companhia deverá provisionar 1% ao ano, pressionando as margens”, pondera Cunha.

Para ele, deve ser registrado um baixíssimo impacto positivo no custo de interconexão advindo da redução da TU-RL, pois a maior parte do mesmo dentro da empresa (em torno de 90%) refere-se à VU-M (fixo-móvel).

Telefônica Data

Como no trimestre não houve pagamento de juros sobre capital próprio, o lucro líquido da operadora não contará com o respectivo benefício fiscal.

Já os potenciais efeitos positivos sobre o lucro líquido com a incorporação da Telefônica Data Brasil pela Telesp em função dos créditos fiscais da primeira devem aparecer nos resultados do segundo trimestre, caso a operação seja aprovada definitivamente em assembléia marcada para 28 de abril.

(Da Redação)

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