CVM rejeita acordo com Zeinal Bava, ex-Oi


O processo foi aberto devido às declarações dadas por Zeinal Bava à imprensa em março último, enquanto a Oi dava andamento à sua oferta pública de ações. A oferta da Oi chegou a ser suspensa pela Comissão de Valores Mobiliários, em função da violação, por Zeinal Bava, do período de silêncio que envolve essas operações.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou o acordo para encerrar o processo administrativo sancionador contra Zeinal Bava, ex-presidente da Oi, noticiou o Jornal Valor Ecônomico. O processo foi aberto devido às declarações dadas por Zeinal Bava à imprensa em março último, enquanto a Oi dava andamento à sua oferta pública de ações. A oferta da Oi chegou a ser suspensa pela Comissão de Valores Mobiliários, em função da violação, por Zeinal Bava, do período de silêncio que envolve essas operações.

O gestor propôs à CVM pagar R$ 500 mil  para que o processo não fosse levado adiante, como recorda a mesma fonte. Em sua defesa, Zeinal Bava disse que as informações que comentou com a imprensa “já eram de conhecimento do mercado desde outubro de 2013. Alegou ainda que, no dia em que as declarações foram publicadas, o período de reserva da oferta não havia começado”.

A Oi, após receber o ofício da CVM, divulgou um fato relevante inofmrando que os investidores não deveriam considerar na sua decisão de investimento as notícias veiculadas pela comunicação social. Bava disse: à imprensa “Acreditamos que essa fusão tem quatro vantagens muito importantes. Os acionistas devem aproveitar o tempo para decidir amanhã. Nós respeitaremos qualquer que for essa decisão”.

Alguns meses depois da conclusão da oferta, a Portugal Telecom levou o calote de 897 milhões de euros, por ter comprado papeis da RioForte, holding do Grupo Espírito Santo (GES) e um dos principais acionistas da operadora. A CVM também investiga se os executivos da Oi tinham conhecimento dos investimentos da PT antes de o assunto vir a público.  ( com agências de notícias) 

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