Cuza,da TelComp,prevê benefícios para empresas e consumidor com novas regras


As propostas de mudanças no marco regulatório das telecomunicações, apresentadas ontem pela Anatel, tem o apoio da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), que representa 43 pequenas empresas do setor. Segundo seu presidente, Luís Cuza, a separação funcional das empresas, adotada em outros países,  já demonstrou ser positiva para a concorrência, …

As propostas de mudanças no marco regulatório das telecomunicações, apresentadas ontem pela Anatel, tem o apoio da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), que representa 43 pequenas empresas do setor. Segundo seu presidente, Luís Cuza, a separação funcional das empresas, adotada em outros países,  já demonstrou ser positiva para a concorrência, para as concessionárias e, principalmente, para o consumidor.

A entidade sempre defendeu a separação das empresas de STFC das de SCM, assim como o compartilhamento das redes, que estão na proposta do PGR (Plano Geral de Atualização das Regulamentações das Telecomunicações). Para a TelComp, a utilização mais eficiente da infra-estrutura de telecomunicações traz benefícios para todos os elos da cadeia, sem onerar demasiadamente o custo operacional.

Cuza citou o exemplo da British Telecom, do Reino Unido, que obtém mais lucro com a empresa de telefonia local do que das suas unidades de varejo, global e atacado. “Sobretudo com a receita obtida com o compartilhamento da rede”, disse. Ele disse que a expectativa é de que haja um aumento da concorrência, o que resultará em melhor qualidade de serviço e menor preço de tarifa.

O presidente da TelComp acredita que as novas regras trarão mais transparências aos negócios do setor, que resultará na atração de mais investimentos.  Ele disse  que  espera mais detalhes das mudanças propostas para fazer  uma análise mais ampla.

BrT/Oi

Luís Cuza voltou a defender a necessidade da Anatel conduzir uma auditoria na Oi e Brasil Telecom antes da anuência ao processo de fusão. “É preciso assegurar que os bens públicos das companhias são o que deveriam ser”, disse, lembrando que a prática é comum no ramo imobiliário e deveria ser adotada para os casos das empresas de telefonia pública toda vez que haja troca de controle da concessão.

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