Custo do PST não cobre os 208 mil pontos de banda larga, afirmam operadoras.


A Abrafix (Associação Brasileira das operadoras fixas) não assumiu oficialmente a paternidade  de ampliação de 143 mil para 208 mil pontos de acesso à internet em banda larga em todas as escolas do país. Segundo o presidente da entidade, José Fernandes Pauletti, que participou hoje de reunião com o ministro Hélio Costa e com os …

A Abrafix (Associação Brasileira das operadoras fixas) não assumiu oficialmente a paternidade  de ampliação de 143 mil para 208 mil pontos de acesso à internet em banda larga em todas as escolas do país. Segundo o presidente da entidade, José Fernandes Pauletti, que participou hoje de reunião com o ministro Hélio Costa e com os presidentes das operadoras, as empresas ainda estão fazendo as contas para saber o impacto desse incremento. 

 A previsão inicial de troca dos Postos de Serviços Telefônicos pela rede de banda larga calculada pelas operadoras era de R$ 500 milhões. “Para atender os 208 mil pontos com o valor das obrigações dos PSTs acho que não vai dar, mas vamos fazer os cálculos", disse Pauletti.

Segundo  o executivo, a demora na viabilização dessa troca pode prejudicar o próprio plano do Governo, pois, segundo ele,  as operadoras já instalaram mais de 20% dos PST's que estavam previstos . De acordo com Pauletti, as empresas não tiveram alternativa e instalaram os PST's, porque se  "de repente o projeto da banda larga não vingar, a obrigação contratual continua valendo".

Ricardo K, presidente da Brasil Telecom foi categórico: disse que “é obvio que o dinheiro dos PST's não é suficiente”. Dentro de uma semana a Anatel  informará ao Minicom qual será o valor exato que as empresas terão que desembolsar para implementar o projeto.

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