CTBC deve reorganizar as operações de TV paga sob seu CNPJ


Tele.Síntese Análise 372 CTBC deve reorganizar as operações de TV paga sob seu CNPJ A CTBC quer promover uma reorganização societária para fundir as operações de TV de cabo e satélite, possibilidade aberta pela Lei do SeAC, e ganhar sinergia. Com isso, a companhia ganha fôlego para lidar com a elevação de gastos que terá …

Tele.Síntese Análise 372

CTBC deve reorganizar as operações de TV paga sob seu CNPJ

A CTBC quer promover uma reorganização societária para fundir as operações de TV de cabo e satélite, possibilidade aberta pela Lei do SeAC, e ganhar sinergia. Com isso, a companhia ganha fôlego para lidar com a elevação de gastos que terá ao carregar mais canais abertos e regionais obrigatórios. “Algumas emissoras nos autorizaram a carregar apenas o canal nacional. Mas, uma delas, que prefiro não mencionar, insiste em que devemos carregar o canal regional, e temos problemas técnicos em fazê-lo”, afirmou ao Tele.Síntese Análise o presidente da companhia, Divino Sebastião de Souza.

Para avançar, no entanto, a CTBC enfrenta um problema adicional: no momento, sua fornecedora, a Media Net-
works Latin America, do Peru, não dispõe de capacidade satelital para atender à inclusão de novos canais. Segundo o executivo, as limitações vão prosseguir pelo menos até o mês de fevereiro.

Além da busca de sinergia, a alta nos custos de operação de TV paga da CTBC também deverá ser compensada com uma ampliação da base de clientes, explica o presidente. “Ao transmitir todos os canais abertos, nossa expectativa é de ganhar clientes e diluir esse custo adicional de satélite”. O projeto de usar os pequenos provedores regionais como canal de distribuição, uma parceria com a WDC Networks, anunciada em julho de 2012 e em teste em três ISPs, também deve ajudar no ganho de escala da Algar para melhorar a negociação com as empacotadoras.

Atualmente, a CTBC tem apenas 39 mil clientes de TV a cabo, contra 179 mil de TV via satélite, totalizando 220 mil clientes de vídeo em setembro de 2012, conforme último balanço divulgado pela empresa. Mas o objetivo da companhia é ampliar o número de clientes de vídeo por cabo, com investimento na rede coaxial, até para ofertar velocidades maiores na banda larga. “Em Uberlândia, estamos fazendo expansão por cabo em toda cidade e entregando de 10 Mbps a 100 Mbps. Além disso, implantamos um parque de antenas e estamos oferecendo 44 canais HD em satélite. Pela análise que fizemos da concorrência, ninguém tem isso”, explica Souza. Além de Uberlândia, Uberada, Franca e Patos também deverão receber infraestrutura de cabo coaxial.

A companhia tem planos de investimento em infraestrutura de tecnologia da informação e telecomunicações para o próximo período e tem pedido de financiamento em análise no BNDES, que deve ser liberado em breve.

Investimento no HSPA+
Entre as tecnologias em que a Algar vem investindo e que deve receber parte dos recursos está a rede HSPA+ (ou 3,5 G), já implantada em algumas cidades de Minas Gerais, com equipamentos fornecidos pela Ericsson. Nas demais regiões onde a Algar vem investindo em HSPA+, a fornecedora é a Huawei.

A operação móvel da CTBC ganhará mais fôlego no próximo período por conta da aprovação do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que trata de forma diferenciada, no atacado, as operadoras com Poder de Mercado Significativo (PMS) e as pequenas e novas entrantes. “Como somos uma empresa pequena, espero recuperar um pouco do mercado perdido, mas ainda não teremos equilíbrio”, avalia Souza.

A Algar repassará ao consumidor a redução de custos obtida na interconexão com as novas regras do PGMC e já oferecida aos clientes pré-pagos ligações para outras operadoras, por tempo indeterminado, com custo fixo: R$ 0,20. A mudança de preço na ligação para outras operadoras será estendida também para os clientes pós-pagos em fevereiro.

Agora, a companhia espera a oferta de referência para o roaming das operadoras, que deve ser entregue à Anatel até maio. Sem a redução do custo do roaming, a CTBC ainda tem seu público-alvo limitado. “Nós só vendemos celulares para quem mora dentro da nossa área e não viaja. Para quem viaja é complicado. Sair da área já traz custo alto de roaming, o que nos obriga, muitas vezes, a deixar de cobrar parte do que é gasto por nossos clientes que estão em viagem”, explica o executivo.

A queda nos custos, com a diferenciação na taxa de interconexão e menor preço do roaming cobrado pelas operadoras no atacado, deve promover uma redução geral de custos da CTBC. Isso vai lhe permitir reduzir o impacto da queda do VU-M, que, no terceiro trimestre de 2012, teve papel importante na redução de 7,8% do seu Arpu.

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