Crise não afasta TIM de sua estratégia, diz Abreu.


Líder no segmento de pré-pago, a TIM já sentiu o impacto da difícil conjuntura econômica com redução da receita bruta de 10,7% no segundo trimestre em relação a igual período do ano anterior no serviço de voz móvel (assinatura e utilização). A queda no pré-pago, segundo Rodrigo Abreu, presidente da empresa, foi em parte compensada pelo crescimento no segmento pós-pago (11%). Já a receita bruta de serviços de valor agregado cresceu 21,3%. A receita média por usuário de voz foi de R$ 16,1 no 2T15 (queda de 6,1% no ano), mas a de dados cresceu 19% no período.

Para enfrentar a conjuntura macroeconômica difícil, que atinge sobretudo a faixa mais baixa do pré-pago. Abreu disse que a TIM vai lançar novos formatos de planos ampliando as possibilidades para os usuários de pré-pago, focando principalmente nos usuários da faixa média desse segmento. Para os usuários da faixa superior do pré-pago, a companhia trabalha para capturá-los para o segmento pós-pago, estratégia que, segundo ele, já vem dando resultados com o plano Controle.

E a TIM vai continuar investindo também na conquista dos usuários do topo da pirâmide do pós-pago, com o apelo da qualidade do serviço oferecido na rede 4G, principalmente em cidades como São Paulo. “Sem dúvida, temos em São Paulo a melhor rede de 4G”, disse ele.

Para isso, a TIM manteve o ritmo de investimentos na infraestrutura. No segundo semestre do ano, investiu mais R$ 1,2 bilhão nas redes 3G e 4G. Sua rede 3G, informou Abreu, foi ampliada para 160 cidades, ou seja, atingindo mais de 50% da população brasileira, e a rede 4G já responde por mais de 20% do tráfego total. “O investimento feito na infraestrutura nos permite oferecer ao cliente um serviço de muita qualidade, o que é mais percebido pelos usuários do pós-pago e dados”, afirmou.

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