Crise do Speedy provoca mudanças de cargos na Telefônica


O diretor de serviços e operações de redes e sistemas da Telefônica, Fabio Micheli, deixou a companhia após 27 anos de trabalho na empresa, 18 deles em cargos executivos. Funcionário de carreira da Telesp, antes da privatização, Micheli permaneceu no grupo e, já na Telefônica, foi diretor de assistência técnica e, posteriormente, promovido a vice-presidente …

O diretor de serviços e operações de redes e sistemas da Telefônica, Fabio Micheli, deixou a companhia após 27 anos de trabalho na empresa, 18 deles em cargos executivos. Funcionário de carreira da Telesp, antes da privatização, Micheli permaneceu no grupo e, já na Telefônica, foi diretor de assistência técnica e, posteriormente, promovido a vice-presidente de Operações, vice-presidente da área comercial residenciais e vice-presidente de redes. Numa reorganização interna, promovida a partir fevereiro, quando o CIO da Telefónica Latam (America Latina), Manel Benazet, deixou o cargo, a Telefônica do Brasil também já havia feito mudanças e Micheli passou a ter o cargo de diretor de serviços e operações de redes e sistemas, e não mais o cargo de vice-presidente. Tanto Micheli, quanto Benazet (que antes de ser CIO para América Latina esteve no Brasil e respondeu pela vice-presidência de Serviços Comerciais e Administrativos) foram demitidos.

A saída de Micheli foi provocada pela crise do Speedy. Em julho, em coletiva da Telefônica para informar que havia cumprido o plano apresentado à Anatel para retomar as vendas do Speedy, Micheli admitiu que a instabilidade na rede do Speedy foi decorrente de falhas e escolhas equivocadas da própria Telefônica. Na época, explicou que todos os problemas foram gerados durante as ações de expansão da rede, dentro de um planejamento visando atender ao crescente tráfego de dados. Segundo ele, o movimento de expansão envolvia a troca de hardware por versões mais novas, mas a rede reagiu mal à substituição, obrigando a operadora a rever os trabalhos.

Outras mudanças

Com a saída de Fabio Micheli, a executiva argentina Ana Ramirez assumiu a área de sistemas. As diretorias de operações, comandada por Ari Falarini, e de planejamento, dirigida por Luis Augusto, também passaram por mudanças. Anteriormente, os diretores se reportavam ao argentino Mariano de Beer e, agora, respondem ao espanhol Jose Homobono, desembarcado recentemente no Brasil para ocupar a vice-presidência de redes e ajudar a gerenciar a crise do Speedy. De Beer, responsável pelo lançamento do Speedy há nove anos continua no "topo" da empresa, mas responde agora pela área residencial.

A Telefônica não quis comentar as mudanças. No mercado, no entanto, os rumores são de que haverá mais alterações nos níveis gerenciais, inclusive com a alteração na estrutura. Uma das ideias cogitadas é a criação de uma diretoria de processos.

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