Cresce número de clientes com 5G, apesar da pandemia, diz Ericsson


O número global de assinantes de 5G chegará a 190 milhões no final de 2020 e a 2,8 bilhões no final de 2025. Estas são algumas das previsões divulgadas hoje, 16, na edição de junho do relatório Mobility Report da Ericsson.

Além disso, o relatório analisa o papel das redes e da infraestrutura digital ao manter as sociedades em funcionamento e as famílias conectadas durante a pandemia de Covid-19.

PUBLICIDADE

Segundo o relatório, apesar da incerteza causada pela pandemia, algumas prestadoras de serviços móveis anunciaram lançamentos comerciais de serviços 5G, o que a fez ampliar as projeções de clientes, para 190 milhões até o final deste ano. Isso se deve principalmente à uma adoção mais rápida na China do que o esperado anteriormente.

Embora a pandemia tenha desacelerado o crescimento das assinaturas de 5G em alguns mercados, houve aceleração em outros. Por isso, a Ericsson elevou sua previsão do número global de assinaturas de 5G para o final de 2020.

Durante o período da previsão, espera-se que a migração para o 5G seja mais rápida do que foi com a tecnologia LTE, após seu lançamento em 2009.

2,8 bilhões de assinaturas

Até o final de 2025, a análise prevê 2,8 bilhões de assinantes 5G globalmente. O que corresponde cerca de 30% de todas os acessos de operadoras móveis.

A tecnologia LTE continuará sendo a rede dominante de acesso  durante o período. É projetado para atingir o pico em 2022, com 5,1 bilhões de acessos e diminuir para cerca de 4,4 bilhões  até o final de 2025, com mais clientes migrando para a 5G.

“Além de medir o sucesso do 5G pelo volume de conexões, seu impacto será julgado pelos benefícios que traz para pessoas e empresas”, afirma Paulo Bernardocki, diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson. “O 5G foi feito para a inovação, e esta crise destacou o verdadeiro valor da conectividade e o papel que ela pode desempenhar no reinício das economias”, acrescenta o executivo.

O valor da infraestrutura digital

Alterações no comportamento dos usuários devido à quarentena provocada pela Covid-19 causaram alterações mensuráveis no uso de redes fixas e móveis. A maior parte do aumento do tráfego foi absorvida pelas redes residenciais fixas, que tiveram um crescimento de 20 a 100%. Mas muitos provedores de serviços também notaram um aumento na demanda em suas redes móveis.

Em um estudo recente realizado pelo Ericsson Consumer Lab, 83% dos entrevistados de 11 países afirmam que as tecnologias de informação (TICs) têm sido de grande ajuda para lidar com a quarentena. Os resultados mostram uma maior adoção e uso de serviços de TIC, como aplicativos de e-learning e bem-estar, que ajudaram os consumidores a se adaptarem a novas realidades, sustentadas pela conectividade.

“A disseminação do COVID-19 levou pessoas de todo o mundo a mudar suas vidas diárias e, em muitos casos, a trabalhar ou estudar em casa. Isso levou a uma rápida mudança do tráfego de rede das áreas comerciais para as residenciais. Esse relatório mostra que nesse cenário, as redes móveis e fixas cada vez mais são componentes importantes de uma infraestrutura nacional”, explica Bernardocki.

No futuro, enquanto 57% dos entrevistados afirmam pretender economizar dinheiro para fins de segurança financeira, um terço planeja investir em 5G e em uma banda larga aprimorada em casa para estar mais bem preparado para uma segunda potencial onda de Covid-19. (Com assessoria de imprensa)

Anterior Anatel abre processo para contratar consultoria para a migração da concessão
Próximos Faria toma posse como ministro das Comunicações nesta 4ª-feira