CPqD vai estudar White Spaces da radiodifusão para ampliar uso da 5G


Rio de Janeiro – O  5G Range  reúne diferentes instituições e empresas brasileiras e europeias com foco na solução 5G para áreas remotas. Segundo Gustavo Correa Lima, do CPqD, o grupo está se preparando para estudar o uso da Inteligência Artifical (AI) no compartilhamento de espectro com a banda UHF de TV. “Essa banda tem características interessantes para largas coberturas”, disse ele durante o 6h Global 5G Event.

Conforme o técnico, a intenção é dar início aos testes no próximo ano. Esse compartilhamento de frequências é conhecido como “white space”. Ou seja, muitas são as frequêncios de UHF em poder das emissoras de TV abertas que não são ocupadas, principalmente aquelas que chegam em áreas remotas e no interior. Essas frequências não ocupadas são conhecidas como “white spaces”.  No Brasil, há 400 MHz disponível em UHF para as emissoras de TV, que não podem ser usados pelas telecomunicações.

Segundo Lima, o objetivo de se utilizar a inteligência artificial nesse modelo é para garantir de que não haverá interferências nos sinais de TV se o espectro for ocupado pelos serviços de telecomunicações. Ele salientou, no entanto, que no Brasil, as emissoras de TV não participarão dos testes, por que o modelo brasileiro não autoriza essa utilização. “Mas na Inglaterra, por exemplo, a BBC faz parte das experiências. E nos Estados Unidos as emissoras também estão envolvidas”, afirmou.

Lima explicou que há diferentes estudos sinalizando que seria mais eficiente para o radiodifusor fazer parceria com as operadoras de telecomunicações, que passariam a entregar o sinal de TV , e ainda oferecendo o canal de retorno para a interação com o usuário. “Vamos fazer esses testes, pois acreditamos que talvez a radiodifusão possa evoluir para essa visão”, concluiu.

A jornalista participa do 6th Global 5G event a convite da Telebrasil

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