CPqD monitora radiação de ERBs


O CPqD apresenta durante 12º Congresso de Informática e Inovação de Gestão Pública (Conip) uma solução que promete tranqüilizar os usuários de telefonia celular. Trata-se da Monitoração RNI (a sigla para radiação não-ionizante). A ferramenta, desenvolvida a partir de software livre, possibilita que secretarias de saúde municipais ofereçam aos moradores, a partir da internet, acompanhamento …

O CPqD apresenta durante 12º Congresso de Informática e Inovação de Gestão Pública (Conip) uma solução que promete tranqüilizar os usuários de telefonia celular. Trata-se da Monitoração RNI (a sigla para radiação não-ionizante). A ferramenta, desenvolvida a partir de software livre, possibilita que secretarias de saúde municipais ofereçam aos moradores, a partir da internet, acompanhamento dos níveis de radiação de estações radiobase, além de antenas de TV e rádio AM e FM.

O produto foi desenvolvido a partir de uma extensa base de dados. Leva em conta fatores como a altura da torre em relação ao solo, as dimensões da antena, suas características de radiação, o tipo de transmissor, a tecnologia (CDMA, GSM) e o relevo ao redor. Soma-se a isso a coleta de dados feita por sondas. No aplicativo, são usados parâmetros definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mapa

Dessa forma, o internauta tem acesso a um mapa (similar aos guias de ruas) e, com o mouse, verifica o nível de radiação de um determinado endereço (em porcentagens em relação ao que é considerado saudável). “O nível de exposição é medido em tempo real”, destaca Péricles de Paiva, da gerência de negócios de laboratórios e infra-estrutura de redes do CPqD. Ou seja, quaisquer alterações que modifiquem os níveis irradiados são detectados automaticamente pelo CPqD, que também gerencia o serviço.

A solução já pode ser comercializada e está em funcionamento na cidade de Americana, no interior de São Paulo, onde foram feitos os testes piloto (veja no site do CPqD). Outras prefeituras já demonstraram interesse no produto, como as de Campinas, São José dos Campos e Belo Horizonte.

“A principal vantagem da solução é dar transparência ao tema”, comenta Péricles de Paiva. O CPqD espera que indústrias com plantas de grande porte, que se utilizam de links de rádio internos, sejam  potenciais compradoras da ferramenta. “São empresas que se preocupam com a exposição dos seus funcionários à radiação, que têm responsabilidade social e que desejam evitar ações trabalhistas”, conclui Paiva. 

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