Coutinho: teles vão investir R$ 100 bi até 2016 e BNDES aumentará o desembolso


O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira (6) que o setor de telecomunicações deve investir R$ 100 bilhões no período 2013-2016, uma média de R$ 25 bilhões ao ano, e que o banco deve aumentar o crédito para o segmento, o segundo setor que mais investe hoje no país, atrás apenas de energia. Em 2012, o desempenho do BNDES para telecomunicações foi de R$ 7,2 bilhões, o que representou 28,5% do total investido. Embora tenha sido o maior percentual dos últimos 15 anos, Coutinho anunciou que o BNDES vai ampliar o desembolso. “Há um ciclo de investimento para cidades da Copa que será depois estendido para novas tecnologias”, disse, na a abertura do 33º Encontro Tele.Síntese, realizado pela Momento Editorial, em São Paulo.

De acordo com Coutinho, o total desembolsado pela instituição financeira será maior em 2013 por conta do atual momento das telecomunicações no país, mas também porque uma empresa que, no ano passado, estava impedida de receber financiamento do BNDES, agora está “liberada”. Embora Coutinho não tenha dito o nome da empresa, as especulações são de que se trata da Claro, do grupo América Móvel, a única entre as grandes operadoras que ainda não obteve recursos públicos para investimentos no país.

Na avaliação do BNDES, existem “elementos que indicam a retomada dos investimentos no Brasil” já no primeiro trimestre deste ano. Ele explicou que há uma defasagem de quase três meses entre o processo de aprovação e o desembolso de recursos pela instituição federal. “A expectativa é de que no primeiro trimestre tenha havido uma recuperação importante dos investimentos.”

Em sua apresentação, o presidente do BNDES apresentou projeções feitas pela instituição financeira com base no desempenho da economia do país em 2012 e que indicam uma retomada do crescimento no Brasil. Segundo ele, essas projeções indicam um total de R$ 3,8 trilhões para o quadriênio 2013-2016, um aumento de quase 30% em relação ao quadriênio anterior (2008-2011), quando o volume de investimentos foi de R$ 2,951 trilhões. “A expectativa é de recuperação do investimento no país nos próximos quatro anos”, afirmou. Dos R$ 3,8 trilhões estimados, o banco projeta que a indústria investirá, nos quatro anos, R$ 1,033 bilhão; o setor de infraestrutura, R$ 489 milhões; o setor de agricultura e serviços, R$ 1,513 bilhão e, os outros R$ 770 milhões virão do setor denominado pelo banco como residencial.

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