Costa já estuda mudanças no PGO


A fusão entre Oi e Brasil Telecom (BrT) tem que partir das próprias operadoras, e se houver essa intenção, “o governo não vai atrapalhar”, declarou hoje, 22 de agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante abertura de seminário sobre telecomunicações, em São Paulo. “Já estamos vendo com o conselho diretor da Anatel as modificações …

A fusão entre Oi e Brasil Telecom (BrT) tem que partir das próprias operadoras, e se houver essa intenção, “o governo não vai atrapalhar”, declarou hoje, 22 de agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante abertura de seminário sobre telecomunicações, em São Paulo. “Já estamos vendo com o conselho diretor da Anatel as modificações necessárias no PGO (Plano Geral de Outurgas)”, que viabilizariam a fusão, vista com “bons olhos” pelo governo, salientou o ministro.

Costa afirmou que “não existe uma discussão do governo com as empresas”. O que houve, segundo o ministro, foi uma discussão “de empresas com empresas, e do governo com o governo”. Ele ressaltou que, nas declarações anteriores, quando afirmou que estaria sendo criado um grupo de trabalho para auxiliar a fusão, o governo atendeu “a um aceno das empresas”, mas destacou que não existe “qualquer pretensão do governo de fazer qualquer proposta ao mercado”.

O ministro considerou “absurdo o que foi dito nas últimas três semanas”, quando houve declarações afirmando que o governo queria “ até reestatizar o setor.” Ele citou a participação de 25% do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na Oi para refutar a tese de reestatização: “como é que eu vou estatizar, se sou eu (o governo) que terei que ceder espaço?”, questionou. Para Costa, a idéia  não é reestatizar, mas sim “reforçar o capital nacional, pois entendemos que essa é a oportunidade para isso”. E conclui destacando que “agora a bola está com as empresas”.

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