Costa afirma que desligar ERBs não resolve problema em SP


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou hoje, 16, que desligar as ERBs (estações radio-base) dos celulares não resolverá o problema da onda de criminalidade que atinge São Paulo desde a última sexta-feira. Para o ministro, cabe ao governo do Estado e aos órgãos responsáveis pela administração dos presídios adquirir os bloqueadores de celulares que …

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou hoje, 16, que desligar as ERBs (estações radio-base) dos celulares não resolverá o problema da onda de criminalidade que atinge São Paulo desde a última sexta-feira. Para o ministro, cabe ao governo do Estado e aos órgãos responsáveis pela administração dos presídios adquirir os bloqueadores de celulares que já estão homologados pela Anatel e disponíveis no mercado.

Costa disse que, até onde ele sabe, não há nenhum bloqueador instalado em presídios brasileiros. Oito presídios brasileiros, entretanto, têm instalados bloqueadores com tecnologia desenvolvida pelo CPqD, mas que não conseguem impedir totalmente a comunicação porque não bloqueiam a tecnologia GSM.

Costa informou que não houve um pedido da secretaria de Segurança Pública de São Paulo para desligar as torres próximas aos presídios e ressaltou que qualquer ação emergencial tem que ser tomada pelo governo estadual. “Não cabe à Anatel implantar o sistema de bloqueio. Agora, o governo federal ofereceu todas as opções de defesa e, lamentavelmente, o governo estadual não aceitou. Não houve esse pedido (para desligar as antenas) e eu não creio que seja desligando as antenas que o problema será resolvido”, disse o ministro.
O ministro reiterou comunicado divulgado ontem pela Anatel no qual ela informou que os sistemas de bloqueio foram aprovados há quatro anos. “Esses aparelhos já existem, estão homologados e é uma questão apenas de comprá-los. E a longo prazo fazer aparelhos mais poderosos que possam atender um raio maior”, afirmou Costa.

Ele disse ainda que bloqueadores mais sofisticados, usados em penitenciárias no exterior, custariam cerca de R$ 150 mil, mas argumentou que a indústria brasileira poderia fazer adaptações e desenvolver equipamentos mais baratos. Costa participou de manhã de seminário sobre TV digital realizado na Câmara dos Deputados.

Operadoras
Nenhuma decisão foi tomada ontem na reunião de realizada entre representantes das operadoras móveis e integrantes da secretaria de Segurança Pública de São Paulo. De acordo com representante de uma operadora, as celulares argumentaram que desligar as ERBs penalizaria ainda mais a população.

Isso porque em alguns municípios onde existem presídios há apenas uma ERB instalada e desligá-la para impedir a comunicação entre os criminosos significaria deixar sem comunicação o hospital, a prefeitura e todo o restante da população. Mas as celulares deixaram claro que se houver uma decisão dos órgãos competentes para desligamento das ERBs elas cumprirão, mas querem garantias de que não serão penalizadas por deixar os usuários sem serviço.

 

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