Corte da VU-M pode acelerar substituição do fixo pelo móvel, avalia banco.


O  banco Goldman Sachs divulgou recente estudo com as projeções sobre o que vai movimentar o mercado de telecomunicações latino-americano este ano e o corte na VU-M (tarifa de terminação da rede móvel) no Brasil é um dos destaques da instituição

Para o banco, o corte de 10% no valor desta tarifa este ano e outros 10% em 2012, proposta submetida à consulta pública, mas ainda não sacramentada pelo conselho diretor da Anatel, (que, em termos reais, descontada a inflação, provocará queda de 5% ao ano) deverá mesmo provocar redução nas tarifas do usuário final do celular, o que deverá também acelerar a substituição da linha fixa pelo celular.

Atualmente, a tarifa de interconexão do celular gira em torno de R$ 0,42 (ou US$ 0,25/minuto), enquanto os preços globais variam de US$ 0,03 a US$ 0,10/minuto. Como esta tarifa tem que ser paga para o completamento de toda a chamada de celular off-net (entre operadoras diferentes) ou chamada local, a tarifa final do celular brasileiro também é muito alta: em média R$ 1,47 no pré-pago (ou US$ 0,90/minuto) e R$ 1,07/ minuto no pós pago.

Ao tomarem como exemplo o mercado mexicano, que promoveu a queda da tarifa de interconexão mais cedo (desde 2005) , os analistas do Goldman Sachs constataram que os clientes de celular são sensíveis aos preços, ou seja, quanto mais barato, mais se usa, ou como dizem os economistas há uma “elasticidade-preço da demanda”.

México

 

 A expectativa é de que haja uma queda de 5% no preço final das tarifas do celular por ano. A queda no preço do celular no México estimulou a migração do tráfego fixo para o móvel, como também acelerou o cancelamento de linhas fixas. Desde 2005, a operadora fixa mexicana, Telmex, perdeu 9% de seus usuários de linha fixa e o tráfego das linhas remanescentes caiu 18%

Telefônica e Oi deverão também sofrer com a  aceleração da desconexão da linha fixa, prevê o banco. Em média, elas estão perdendo 3% de suas linhas por ano e, com a queda nos preços do celular essa perda deverá ser de 5% ao ano.

Leia aqui a consulta pública da Anatel

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