Copel Telecom testa a terceira geração da tecnologia PLC


A Copel Telecomunicações, do Paraná, está licitando equipamentos para realizar uma nova fase de testes com a tecnologia PLC (Power Line Communication) ou comunicação por linhas elétricas. A empresa está adquirindo  equipamentos, com interfaces para voz, dados e Wi-Fi, que serão instalados em 300 domicílios numa cidade do interior do Paraná. A licitação está sendo …

A Copel Telecomunicações, do Paraná, está licitando equipamentos para realizar uma nova fase de testes com a tecnologia PLC (Power Line Communication) ou comunicação por linhas elétricas. A empresa está adquirindo  equipamentos, com interfaces para voz, dados e Wi-Fi, que serão instalados em 300 domicílios numa cidade do interior do Paraná. A licitação está sendo feita pelo pregão eletrônico do Banco do Brasil e está em fase final, com três players na disputa: Digidata, Procable e BPL Global do Brasil.

Uma das concessionárias que mais investe na PLC no Brasil, a Copel fez os primeiros testes em 2001. Naquela época, levou o sistema elétrico de banda larga a 50 domicílios e estabelecimentos comerciais de Curitiba. Identificou limitações que, acredita, já estão superadas para o novo projeto, que começa no segundo semestre. Na nova etapa de testes, a companhia está investindo R$ 1 milhão e vai instalar e testar equipamentos de terceira geração, que permitirão a um domicílio ter acesso em banda extra-larga à internet e a serviços de telecomunicações utilizando a fiação de energia elétrica como caminho. “O objetivo é permitir que a Copel avalie em situação normal de uso o comportamento e o desempenho de equipamentos de última geração na tecnologia PLC”, diz Orlando César de Oliveira, coordenador do projeto. Na primeira experiência, a capacidade de transmissão era de apenas 2 Mbps. No novo projeto, a expectativa é que a capacidade da conexão seja até 100 Mbps.

Interesse comercial

Outra concessionária que aposta na tecnologia PLC é a Infovias, empresa de telecom da Cemig, de Minas Gerais. A companhia fez os primeiros testes em 2001, em residências de um bairro nobre de Belo Horizonte, com variação alta de cargas na rede elétrica, em uma escola e num edifício. “Na época havia muita interferência da rede de energia elétrica na qualidade do acesso”, lembra Wanderley Maia, gerente da Infovias. Em 2004, a companhia repetiu os testes, usando equipamentos de primeira geração e o desempenho foi muito superior. “Já não estamos buscando mais testes, mas projetos de maior porte para colocarmos o PLC comercialmente”, informa Maia.

Os principais desafios hoje, na avaliação de Maia, são as questões regulatórias (a Anatel ainda não homologou equipamentos que vão na rede de energia elétrica, o que impede o uso comercial da tecnologia), e os fornecedores ainda não dispõem de uma metodologia de projeto, que defina com precisão os pontos onde os equipamentos serão colocados na rede de energia e o nível de banda garantido na residência do usuário.

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