Copa das Confederações gerou 4,6 milhões de comunicações de dados


Durante os jogos da Copa das Confederações foram feitos 1,7 milhão de ligações de telefonia celular e mais de 4,6 milhões de comunicações de dados, incluindo envio de e-mails, fotos e mensagens multimídia, com tamanho médio de 0,5 MB, informa o SindiTelebrasil. Do total de comunicações de dados, cerca de 4 milhões foram na tecnologia 3G e 650 mil pelas redes de 4G, recentemente implantadas.

De acordo com a entidade, a infraestrutura de cobertura indoor montada pelas prestadoras nos seis estádios permitiu um uso intenso dos serviços, com momentos de pico e congestionamentos momentâneos. “Na partida final entre Brasil e Espanha, no Maracanã, no último domingo, houve 162 mil ligações completadas, com dois momentos de pico de chamadas, às 17h e às 18h, antes do início do jogo. A tecnologia 2G teve funcionamento satisfatório, mesmo no horário de maior tráfego”, destaca o sindicato, no levantamento divulgado nesta quarta-feira (3).

O SindiTelebrasil reconheceu problemas na rede 3G: “O maior volume de dados trafegados no Maracanã ficou concentrado na tecnologia 3G, com congestionamentos esporádicos. Entre 17h e 21h, mais de 495 mil comunicações de dados foram realizadas, com concentração também às 17h e às 18h, antes do início da partida”, informou.

Já sobre a tecnologia 4G, o levantamento aponte que ela superou as expectativas, apresentando uma utilização significativa durante a partida final, de aproximadamente 88 mil comunicações de dados no mesmo período, o que significa 18% do volume trafegado no 3G. “Mesmo assim, operou com grande folga de capacidade”, sustentou.

O sindicato relacionou os problemas ao pequeno prazo para a instalação da tecnologia. Pelo projeto, os equipamentos das empresas ficam instalados em uma sala e dali parte uma rede de fibras ópticas que liga as antenas, de pequena dimensão, distribuídas ao longo do estádio, nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso, subsolos e estacionamentos.

– A instalação desse tipo de infraestrutura requer prazo de, no mínimo, 120 dias, mas em alguns casos, como o do Maracanã, as prestadoras tiveram apenas 47 dias. Apesar de o processo de negociação com os administradores dos estádios ter se iniciado no segundo semestre de 2012, as empresas só obtiveram a liberação para iniciar as obras a dois meses do início da Copa, com vários estádios ainda em fase de construção”, argumentou a entidade.     

    
O SindiTelebrasil ressaltou que as prestadoras continuarão trabalhando para completar a instalação da cobertura indoor nesses seis estádios, visando à Copa do Mundo. A expectativa é de que até o próximo ano se intensifique o uso do 4G no Brasil, permitindo uma melhor distribuição do tráfego nas diversas tecnologias de telefonia móvel nos estádios, especialmente na transmissão de dados. A estimativa é de que a infraestrutura indoor vai representar um investimento total de R$ 200 milhões nos doze estádios da Copa do Mundo de 2014.

Além da cobertura específica dos estádios, a indústria de telecomunicações atendeu aos requerimentos da Fifa para várias áreas específicas como centros de imagem, áreas da imprensa internacional, ticket centers e instalações oficiais das delegações, com serviços suportados por fibras ópticas redundantes, para transmissão de imagem, banda larga fixa, wi-fi, instalações de LANs e WANs, além de centros de controle das diversas redes.(Da redação, com assessoria de imprensa)

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