Conversores populares para TV digital chegam ao mercado em fevereiro


Devem chegar ao mercado em fevereiro os conversores populares para a TV digital, com custo avaliado em R$ 120. Quatro empresas serão responsáveis pelo fornecimento dos equipamentos, a NXP, a Intel, a Broadcom e a Encore. Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, os conversores virão equipados com browser, alta definição e MPEG4. …

Devem chegar ao mercado em fevereiro os conversores populares para a TV digital, com custo avaliado em R$ 120. Quatro empresas serão responsáveis pelo fornecimento dos equipamentos, a NXP, a Intel, a Broadcom e a Encore. Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, os conversores virão equipados com browser, alta definição e MPEG4. “Estamos tentando incluir o Ginga no pacote, o que encarecerá entre US$ 3 a US$ 5, mas garantirá a interatividade”, disse.

Caso os conversores não sejam fornecidos, o Brasil pode optar por importar do Chile, que já aderiu ao padrão nipo-brasileiro, e é país de livre comércio, podendo comprar os equipamentos mais baratos no mercado exterior.

Segundo Barbosa, também serão iniciados os testes de interatividade por meio da inclusão de um pequeno transmissor nos conversores, com capacidade pequena de upload, e usando a freqüência de 700 MHz, usada pela TV analógica. Ele disse que a opção por essa faixa se dá pela disponibilidade de utilização também pela Argentina e Chile. Mas admite que outras frequências poderão ser usadas, como a de 2,5 GHz.

Na opinião de Barbosa, esse é um argumento a mais para que essa faixa, que deve retornar à Anatel em 2016, quando o sistema analógico de televisão for desligado, fique com a TV digital. Outros serviços disputam a mesma freqüência. De acordo com testes iniciais, a interatividade necessitaria de 10 mega dessa faixa.

BNDES

André Barbosa confirmou a destinação da linha de crédito do BNDES, de R$ 1 bilhão, para implantação do sistema nipo-brasileiro nos países da América do Sul, mas somente em operações de pré e pós exportações de equipamentos por empresas brasileiras que queiram investir naqueles países. “Para emprestar direto, seria necessário mudar a legislação vigente”, disse.

Barbosa afirma que o projeto do governo é alavancar a indústria nacional e dá empregos no país. Ele participou hoje do I Fórum Nacional de Cidades Digitais, que acontece até amanhã em Brasília.

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