Convergência fixo-móvel da BT frustra expectativas


Após 18 meses de publicidade, o grupo British Telecom (BT) só conseguiu 40 mil assinantes para o BT Fusion, seu serviço convergente fixo-móvel (FMC), lançado em 2005 como um telefone dual GSM/Bluetooth. O frustrante lançamento do Fusion evidencia as dificuldades que as operadoras podem enfrentar para transformar a convergência fixo-móvel em realidade comercial. Do outro …

Após 18 meses de publicidade, o grupo British Telecom (BT) só conseguiu 40 mil assinantes para o BT Fusion, seu serviço convergente fixo-móvel (FMC), lançado em 2005 como um telefone dual GSM/Bluetooth. O frustrante lançamento do Fusion evidencia as dificuldades que as operadoras podem enfrentar para transformar a convergência fixo-móvel em realidade comercial.

Do outro lado do Canal da Mancha, no entanto, a história é outra. Após pouco mais de cinco meses do lançamento de seu serviço, a Orange, operadora da France Telecom (FT), já tinha conquistado mais de 100 mil assinantes para seu fixo-móvel, o Unik. Então, afinal, porque o Fusion não deslancha, enquanto o Unik prospera?

Gateways, o segredo. 

Parte da resposta está numa grande vantagem que a Orange tem sobre a BT: a grande base instalada de gateways residenciais que tem a FT, um elemento essencial na cadeia do FMC. Esses gateways fazem parte do serviço DSL da operadora, e sua função é prover conectividade residencial de banda larga Wi-Fi, e rotear chamadas móveis de aparelhos duais GSM/Wi-Fi sobre a conexão banda larga fixa.

No fim de 2006, a FT (que hoje tem mais de 6 milhões de clientes DSL residenciais) tinha cerca de 3,5 milhões de gateways instalados no país. Todos prontos para receber o Unik, que custa € 10 por mês (US$13,34) para ligações sem limite de um terminal móvel dual para números fixos dentro da França; ou € 22 mensais (US$ 29,36) também para chamadas sem limite para números fixos e para outros assinantes móveis da própria Orange.

Faltaram terminais 

A BT, de seu lado, não tem essa infra-estrutura instalada. Ela tem 3,4 milhões de assinantes residenciais de serviços em banda larga, mas só um milhão deles têm gateways em suas casas, embora esse número venha crescendo rapidamente. A BT diz que está instalando cerca de 30 mil por semana. Mas não é só isso que prejudicou o avanço do BT Fusion: o serviço também sofreu com a pequena disponibilidade de terminais e respectivos modelos, o que causou desinteresse do consumidor, situação que só agora, com aumento da oferta de aparelhos, está mudando.

A FT tem outra vantagem sobre a BT. A francesa tem sua própria rede móvel e uma grande base de clientes móveis (mais de 23 milhões), aos quais pode dirigir as campanhas de marketing do Unik. Já a BT, depende da Vodafone para a parte GSM de seu Fusion. Quando a operadora britânica lançou seu FMC, em junho de 2005, a tecnologia ainda não estava madura. O serviço usava uma conexão Bluetooth entre um terminal dual e o roteador wireless, com alcance de cerca de 10 metros, e havia apenas um telefone disponível. Ou seja, o usuário só estaria no raio de cobertura do roteador quando estivesse no mesmo cômodo onde o equipamento estivesse instalado.

Clientes corporativos 

Contudo, a operadora britânica não desistiu do FMC e espera que o Fusion dê a volta por cima ainda neste ano. Inclusive como resposta à maior oferta de aparelhos Wi-Fi/GSM (vários dos quais gratuitos) e a campanhas que têm custado milhares de libras à BT. Além disso, a empresa está abordando o mercado corporativo com o seu BT Corporate Fusion, que será oferrecido em oito países europeus, a partir do final de abril.

Apesar do nome, a operadora não quer posicionar esse serviço apenas como uma opção de fazer chamadas de voz mais baratas sobre redes locais wireless. Pelo contrário, a proposta é oferecer funcionalidades de PBX aos usuários de seus telefones móveis. Baseado em SIP, o BT Corporate Fusion tem quatro elementos: PBX, um servidor de controle de chamadas, pontos de acesso à rede LAN wireless, e terminais duais Wi-Fi/GSM. Quando as ligações são feitas sobre Wi-Fi, os usuários terão acesso a funções do PBX, como o diretório corporativo. (Da Redação, com noticiário internacional

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