Convergência: caminho irreversível para as sociedades.


“O mercado, em cinco anos, estará muito diferente do que conhecemos hoje”, afirmou José Luis Gómez-Navarro, consultor de assuntos internacionais e diretor-presidente da Estudios de Política Exterior S.A., durante o 9º Encontro Tele.Síntese sobre "Concentração e Consolidação no Mercado de Comunicações", evento que acontece hoje, 20 de março, em São Paulo. O analista defende que …

“O mercado, em cinco anos, estará muito diferente do que conhecemos hoje”, afirmou José Luis Gómez-Navarro, consultor de assuntos internacionais e diretor-presidente da Estudios de Política Exterior S.A., durante o 9º Encontro Tele.Síntese sobre "Concentração e Consolidação no Mercado de Comunicações", evento que acontece hoje, 20 de março, em São Paulo. O analista defende que o avanço da internet sobre os meios tradicionais de comunicação – televisão e rádio – e as ofertas combinadas de produtos – voz, dados e imagem – vão promover uma verdadeira revolução, não só do ponto de vista da tecnologia, mas também a comercial e corporativa.

“A convergência, caminho irreversível para as sociedades, vai derrubar as fronteiras entre as empresas”, indica Gómez-Navarro, explicando que já se tem sinais intensos dessas mudanças ao se observar acordos firmados entre empresas de telefonia móvel e de conteúdo de internet, e operadoras de telefonia fixa e de TV a cabo. No Brasil, ele cita como exemplo, os acordos entre Telefônica e TVA – em processo de avaliação pela Anatel e pelo CADE – e o da Embratel e da Globo.

Os benefícios dessa convergência, na opinião de Gómez-Navarro, são maiores do que os problemas a serem contornados. “A convergência ampliará a oferta de produtos e serviços para o consumidor, desenvolverá novos mercados e promoverá a tão esperada inclusão digital”, avalia.

Inclusão e diversidade na AL

Na América Latina um dos principais benefícios da convergência, apontados pelo analista, será, além da queda de preços e conseqüente inclusão digital, o estímulo à diversidade cultural. “O barateamento de custos vai abrir todo um novo mercado para produção de conteúdos locais”, sinaliza.

Mas para a convergência se concretizar por aqui, Gómez-Navarro indica que deverá haver alianças entre o setor público e privado. E quem deverá encabeçar esse movimento? Na visão de Gómez-Navarro, as operadoras podem liderar a convergência porque têm capacidade de investimento, capilaridade de rede e diálogo com a cadeia de valor. “Os danos para um país, caso não haja um investimento sério rumo à convergência, será o da exclusão na sociedade da informação”, apontou. 

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