Convênio permite interligação de pesquisadores entre Brasil e França


Um novo convênio entre Brasil e França permitirá a interligação de pesquisadores brasileiros a uma rede de 5.000 processadores de alta complexidade montada em território francês. O acordo foi assinado esta semana, durante a abertura do Colóquio Colibri, evento que reuniu cientistas de informática e tecnologia dos dois países em Bento Gonçalves, no Rio Grande …

Um novo convênio entre Brasil e França permitirá a interligação de pesquisadores brasileiros a uma rede de 5.000 processadores de alta complexidade montada em território francês. O acordo foi assinado esta semana, durante a abertura do Colóquio Colibri, evento que reuniu cientistas de informática e tecnologia dos dois países em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e que integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil.
 
O Colóquio Colibri é co-organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automática (INRIA), da França, pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e pelo Instituto de Informática da UFRGS. Para Christophe de Beauvais, adido para a Ciência e a Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo, o acordo assinado se integra a um contexto de intenso intercâmbio: “A França tem hoje mais de 40 programas de cooperação com o Brasil, tanto em formação superior quanto em pesquisa”.
 
A rede de processadores constitui o projeto GRID’5000, mantido pelo INRIA. O convênio assinado permite a interligação desta rede com um processador da UFRGS, o que facilitará a produção de modelos complexos por cientistas brasileiros, como os utilizados, por exemplo, em análises climatológicas. “É um ato a mais dentro de uma colaboração tão rica como a do Brasil com a França”, destacou Philippe Navaux, presidente do comitê de organização do colóquio.
 
Conforme a diretora de relações internacionais do INRIA, Dominique Sotteau, o colóquio visa a avaliar os programas existentes e desenhar perspectivas futuras. Ela acredita ser importante incentivar a participação cada vez maior de estudantes nos programas, calcados num “sentimento de cooperação equilibrada”: “Queremos caminhar juntos e assim, avançar mais”. Wrana Panizzi, vice-presidente do CNPq, ressaltou que a perspectiva do órgão em relação à cooperação bilateral é ampliar ações focalizadas, em especial iniciativas como laboratórios internacionais associados (LIA). “O CNPq apóia atividades que permitam uma maior internacionalização dos grupos de pesquisa”, observou. (Da redação, com assessoria de imprensa)

Anterior iG reforça o time de tecnologia
Próximos Telefonia rural começa a ser implementada em 2010