Controle de velocidade da banda larga só existe na Malásia e na Índia, dizem teles



Embora sem uma posição fechada sobre as metas de qualidade da banda larga, em consulta pública na Anatel, o SindiTelebrasil (Sindicato das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal) encomendou levantamento sobre controle de velocidade da banda larga em outros países do mundo . E descobriu que apena a Índia e a Malásia o praticam. Nos demais países, como Inglaterra e Alemanha, o valor da oferta e a velocidade de entrega do serviço garantida pela operadora são colocados nos sites das empresas e do órgão regulador.

“Como se vê, o controle proposto pela agência não tem larga aplicação em outros países do mundo”, disse o diretor-executivo da entidade, Eduardo Levy. Ele ressalta, porém, que o fato de não ser usada não quer dizer que a medida é ruim. “Nós ainda estamos avaliando a proposta da Anatel para fechar uma posição”, disse.

O novo regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e do regulamento de qualidade, que estão sob consulta pública, estabelece que a velocidade média da banda larga fixa deverá ser de 60% do que foi contratado, 70% dois anos depois e 80% a partir de então. Propõe também meta para a velocidade instantânea, que começa com 20% e chega a 40% em três anos.  A empresa terá que tornar disponível um software em seu portal para o usuário poder medir a qualidade da banda larga.

Anterior Oi pagará R$ 2,5 mi para encerrar conflito no RS
Próximos Anatel prorroga consulta do novo cálculo do Fator X