Contratos em 5G melhoram resultados da Ericsson


A fabricante de equipamentos de rede Ericsson divulgou hoje, 17, seus resultados para o primeiro trimestre do ano. A companhia registrou aumento de 13% das receitas, que somaram 48,9 bilhões de coroas suecas (equivalente a US$ 5,29 bilhões).

“Foi o terceiro trimestre seguido de aumento nas vendas”, destacou o CEO Börje Ekholm. Segundo ele, o crescimento se deveu aos novos contratos fechados com grandes operadoras, nos maiores mercados de telecom do mundo, especialmente, nos EUA.

Ele ainda espetou concorrentes, que dizem ter uma série de contratos para o fornecimento de redes 5G. “Anunciamos publicamente até o momento 18 contratos com operadoras, mais do que qualquer outro fornecedor”, disse. Nokia e Huawei, as principais rivais, alegam ter mais de duas dezenas, cada, em novos contratos.

A Ericsson participa do lançamento de redes 5G das quatro principais operadoras dos EUA. Também é fornecedora de parte das novas redes instaladas na Coreia do Sul e na Suíça. Ekholm vê, no entanto, a lentidão dos reguladores europeus em liberar espectro. “O desenvolvimento na Europa está consideravelmente mais lento [que na Suíça] por causa da falta de espectro, pelo ambiente de baixo investimento e incertezas reativas ao acesso futuro de fornecedores ao mercado”, falou, em nova menção indireta à Huawei.

Investigações

Ekholm, o CEO, comentou as investigações pelas quais a companhia passa nos EUA e na China. Em 2013 a SEC, xerife do mercado de capitais americano, analisa os negócios da fabricante no país, e desde 2015 o Departamento de Justiça investiga a adequação da Ericsson a regras anti-corrupção. “Continuamos a cooperar com a SEC e o DoJ e recentemente iniciamos as negociações para chegar a um acordo”, afirma o executivo.

As conversas estão em estágio inicial, e podem durar meses. “É nossa percepção de que a resolução dessas questões devem originar medidas financeiras substanciais, de magnitude e impacto que não temos como estimar de forma segura neste momento”.

Na China, o processo é mais recente. Foi aberto neste mês de abril por órgão anti-truste, responsável por regular a competição. A investigação analisa os contratos de licenciamento de patentes da Ericsson. A empresa diz que está cooperando com as autoridades.

Números

O aumento da receita veio acompanhado de aumento da margem bruta da empresa, que passou de 35,9% no primeiro trimestre de 2018 para 38,5% agora – resultado de mais vendas nos segmentos de redes e serviços gerenciados, e também em função de acordo de licenciamento de patentes firmado com a fabricante chinesa de celulares OPPO.

A companhia encerrou o trimestre com lucro de 2,4 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 259,6 milhões). Revertendo, portanto, o resultado de um ano antes, quando registrava prejuízo de 700 milhões de coroas suecas.

As vendas aos EUA representaram no primeiro trimestre 35% do total da companhia. O segundo maior mercado foi a China, com 5%. Seguida por índia, com 4%. O Brasil representava 3% das vendas, o mesmo que a Austrália, o que nos colocou entre os cinco principais países em geração de receita para a empresa.

Em segmentos, 68% das receitas da Ericsson vieram do negócio de redes, 16%, do de serviços digitais, 12% dos serviços gerenciados. O restantes, 4%, foi resultado de novos negócios. As vendas cresceram em quase todas as regiões do mundo: Sudeste Asiático, Ínida e Oceania (+3%), Nordeste Asiático (26%), América do Nortes (+42%), Europa e América Latina (+3%). Apenas no Oriente Médio e África houve retração (-13%).

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