Continuam negociações para votação de projeto que regulamenta a terceirização


Até às 19h30 desta quarta-feira acontecia na Câmara dos Deputados o debate sobre o projeto de lei que regulamentará a terceirização da mão de obra nas empresas. Eduardo Cunha, presidente da Casa, chegou a dizer que prolongará a sessão até às 3h da manhã, se preciso, para votar ainda hoje o texto.

Eles debatiam se aprovariam os destaques ainda hoje, ou deixariam para a próxima terça-feira (14). “O PT e o Governo fizeram acordo para aprovar o texto hoje. Esta Casa não vai começar hoje a descumprir acordo”, disse Cunha. Deputados reclamavam que, até este horário, o texto a ser votado, não havia sido distribuído.

Durante o debate, o projeto foi criticado pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ). “O atual projeto que se quer votar neste momento quer transformar os 33 milhões de empregados diretos em terceirizados, e isso nós não queremos”, disse. O deputado Valmir Assunção (PT-BA) disse que a proposta vai retirar dos trabalhadores as conquistas dos últimos 12 anos com a redução do desemprego e a política de valorização do salário mínimo.

Para o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), no entanto, o projeto é bom. “Está se querendo fazer acreditar que o projeto é precarização do direito do trabalhador, mas o que é bom para o trabalhador tem de ser bom para o empregador”, afirmou.

O deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG) disse que os terceirizados são mais comprometidos com o trabalho e mais eficientes. “Quando fui prefeito, fazer concurso foi o maior erro que cometi. Todos sentiram que estavam estáveis e passaram a só cumprir horário, porque estavam estáveis”, opinou.

Já o deputado Rocha (PSDB-AC) afirmou que a precarização das relações trabalhistas está vindo do Poder Executivo, que editou medidas para limitar o pagamento de pensões, seguro-desemprego e auxílio-doença. (Com Agência Câmara)

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