Consumo de celulares garante crescimento da indústria de telecom no ano


Projetado pelo Freepik
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A indústria de telecomunicações continuou a patinar em 2017, e só não encolheu porque houve certo aumento da confiança do consumidor, que voltou a comprar smartphones. Conforme dados apresentados nesta sexta-feira, 8, pela Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o segmento industrial de telecomunicações cresceu 10% em 2017, comparado a 2016. O faturamento foi de R$ 32,5 bilhões.

O segmento de infraestrutura encolheu 5%, graças à redução do Capex das operadoras, e deve ficar no zero a zero em 2018. Já as fabricantes de celulares colheram bons resultados. A receita delas aumentou 17% no ano, comparado a 2016. Foram vendidos 48,5 milhões de celulares, antes 43,5 milhões ano passado e 46,9 milhões em 2015.

“Estamos otimistas. As coisas começaram a melhorar, e a expectativas são boas para o próximo ano. À medida que o consumidor se sente mais confiante, começa a demandar bens duráveis”, avalia o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato.

Segundo sondagem da Abinee, 76% das empresas associadas calculam que haverá crescimento em 2018, uma reversão de percepção frente ao que se via no final de 2016. Para o setor de telecomunicações, a expectativa é de que haja um crescimento de 7% ano que vem, em função das vendas de smartphones.

Informática

O aumento da predisposição em consumir também teve reflexo positivo sobre a venda de computadores. O segmento cresceu 8% no ano, faturando R$ 22,8 bilhões. A categoria notebooks puxou a expansão, após alta de 21% nas vendas. O mercado de desktops, se não cresceu, ao menos parou de cair – ao contrário do de tablets.

O ano deve terminar com 3,4 milhões de notebooks vendidos, 1,6 milhão de desktops, e 3,7 milhões de tablets. Esse total, de 8,8 milhões de unidades, ainda está longe, no entanto, do volume de 2015, quando foram vendidos 12,4 milhões de dispositivos. Para 2018, a previsão da Abinee é de que o setor de informática cresça 6%.

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