Consumidor não quer mais a voz, diz Navarro


Presidente da Telefônica Vivo defende mudança urgente do marco de telecomunicações para garantir investimentos no serviço de maior demanda atualmente: a banda larga. Executivo recebeu ontem prêmio de Homem das Comunicações do Ano da Aberimest.

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Reinaldo dos Santos, presidente Nacional da Aberimest (esq.) entrega o título de Homem das Comunicações do Ano de 2017 a Eduardo Navarro, presidente da Telefônica Vivo

Para o presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, o consumidor não quer mais usar a voz no telefone. Por isso mesmo, é importante modificar o marco regulatório do setor, e com urgência.

“O conceito de telefone, aparelho que manda a voz a longas distância conforme, está desaparecendo. Hoje as pessoas querem internet. Para que o Brasil não perca o bonde da revolução digital nos próximos 20 anos é imperioso adaptar nosso marco regulatório”, disse na noite de ontem, 28.

Navarro discursou durante a cerimônia de entrega do prêmio Homem das Comunicações do Ano, de 2017. O executivo recebeu o prêmio da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia e Profissionais das Telecomunicações e Infraestrutura/TI (Aberimest).

O presidente da Vivo passa a dividir o título com outros engenheiros do setor, que no passado foram agraciados. No rol dos escolhidos passados pela Aberimest estão Rodrigo Abreu (ex-presidente da TIM Brasil) João Batista Rezende (ex-presidente da Anatel), Paulo Bernardo (ex-ministro das comunicações) e Gilberto Kassab (atual ministro da Ciência, Tecnlogia, Inovações e Comunicações).

Investimentos x realidade

A cerimônia também marcou os 35 anos da Aberimest e os 20 anos de chegada da Telefônica ao Brasil. Ao longo das últimas duas décadas, a operadora investiu, segundo Navarro, R$ 180 bilhões no país. Para este ano, prevê aportes de R$ 8 bilhões, e de R$ 24 bilhões até o final de 2019.

Mas Navarro condiciona a continuidade do interesse em investir no país à mudança da legislação. “Quem tem hoje uma ficha de orelhão no bolso? Há em São Paulo 200 mil orelhões, quase 1 milhão no Brasil. Esse dinheiro poderia ser revertido a serviços mais importantes para consumidor de hoje”, reforçou.

Premiação

Além de Navarro, a Aberimest premiou empresas pela atuação no setor de telecomunicações. As melhores empresas do setor em 2017 foram:

Decavox Tecnologia – Melhor desenvolvedora de sistema de cobrança e plataformas digitais

Furukawa Electric – melhor empresa de fabricação de cabos

Radiante Engenharia de Telecomunicações – melhores prestadora de serviços

Skylane Optics – melhor fornecedora tecnológica

Telematica Sistemas Inteligentes – melhor fornecedoras de sistemas eletrônicos de segurança

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2 Comments

  1. Jefferson
    30 de agosto de 2017

    Já que o “consumidor não quer mais a voz” a Vivo deveria liberar ligações para outras operadoras dentro do plano Pré, mas é a única no Brasil que não disponibiliza esse benefício.

  2. 30 de agosto de 2017

    Já existem serviços mais modernas, o uso de voip hoje é real, muito mais barato e usa a mesma infra estrutura de internet, tanto cabos quanto wireless. Aplicativos como o whatsapp, skype ou qualquer vídeo chamada ou chat de texto ao vivo utilizam tecnologias similares a anos, as teles também têm culpa por que no início demonizaram este recurso e tentaram corta-lo. Hoje veem que anacrônico é o serviço de telefonia pelos meios antigos sendo que já existem formas melhores e mais baratas para fazer o mesmo atendimento com escalabilidade muito maior e num nível de qualidade superior. O uso de telefone envolve fechar circuitos para ligar aparelhos em diferentes regiões e existe uma limitação quanto ao número de chamadas simultâneas, a rede não dá conta, já os celulares, nas células tbm trabalham com uma limitação por n° de usuários usando a mesma célula(antena) as vezes tu tentas ligar e a qualidade da ligação está bem ruim, só migrar para outro local que melhora, isto é, tu sais de uma célula mais ocupada para uma menos ocupada e por consequência a qualidade da chamada melhora. Já os pacotes enviados pela internet, têm a mesma finalidade de maneira mais econômica. Não é possível ter certeza da quantidade de clientes que utilizarão uma mesma célula ao mesmo tempo ou seja estejam por ventura num mesmo raio, por isso existe a limitação por pacotes no serviço wireless, por que o serviço não aguentaria um n° razoável de usuários enviando arquivos ininterruptamente, isto tornaria inviável utilização do próprio serviço, usando o pacote eu limito a quantidade de dados que passa pela célula assim melhora a própria rede, por uma limitação do próprio wireless que tentaram (história para quem não conhece nada de trafego de dados.) trazerem a franquias para as redes cabeadas, coisa que é um absurdo, por que a infraestrutura por cabos trafega muito mais dados, a velocidade é maior, ping é menor, jitter mais estável o que é caro é instala-la depois só a mantem e explora seus lucros, redes físicas duram muito mais e te permitem trafegar um quantidade absurdas de dados. Mas o fascínio é pelas redes sem fio, cuja qualidade ainda é bem ruim, é mais barata e rápida para implantar, quando sai um nova tecnologia tem que se trocas antenas, se agrupa poucas antenas para atender muitos clientes assim maximizando lucros e diminuído a qualidade do serviço.