Consumidor de baixa renda usa serviços de valor agregado do celular


Os consumidores das classes D e E são grandes usuários de serviços agregados de celulares, como música, fotos e troca de arquivos via bluetooth, e são extremamente interessados em comunicação. O próprio diretor de consultoria da Ericsson, Caetano Notari, disse ter se surpreendido e desfeito alguns mitos sobre este público ao consultar o resultado de …

Os consumidores das classes D e E são grandes usuários de serviços agregados de celulares, como música, fotos e troca de arquivos via bluetooth, e são extremamente interessados em comunicação. O próprio diretor de consultoria da Ericsson, Caetano Notari, disse ter se surpreendido e desfeito alguns mitos sobre este público ao consultar o resultado de pesquisa qualitativa sobre o consumo de telefonia realizado sob encomenda da companhia pelo Instituto Ipsos Public Affairs. E alerta para que as operadoras não subestimem o potencial de compra desta população: “Não tratem o usuário de baixa renda como uma massa homogênea.”

O estudo, que ainda terá seus dados quantitativos tabulados e divulgados em dezembro, foi apresentado em coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje na 10ª Futurecom, em São Paulo, e pretende ser um guia para o mercado desenvolver projetos para este público. Foram entrevistados seis grupos de oito pessoas cada em regiões de favela em São Paulo e Recife (PE) e na área rural de Indaiatuba (SP). Três dos grupos tinham acesso a serviços de telefonia (fixa ou móvel, ou ambas) e o restante, não. Os entrevistados tinham entre 25 e 50 anos e a divisão por gênero ficou em meio a meio.

“Para eles, o celular é um objeto aspiracional, é um símbolo de status e diferenciação”, disse Notari. O design do aparelho é importante para este público, segundo o diretor da Ericsson.  “O celular desejado tem de ser bonito.” Outra manifestação dos entrevistados é que o preço da tarifa, principalmente entre os pré-pagos, é muito alto e assim, o orelhão é reconhecido como uma forma mais barata de acesso a ligações telefônicas.

A pesquisa verificou também a percepção do consumidor de baixa renda quanto a determinados serviços. Segundo Notari, houve grande interesse nas propostas apresentadas, como transferência de créditos para resgate em dinheiro, chamadas patrocinadas (tanto ligações quanto mensagens SMS), pacotes (internet, TV a cabo e telefone celular) e desconto dinâmico (promoções nos valores de tarifas em certos horários e regiões). 

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