Consultoria recomenda a acionistas aceitar termos da fusão entre Oi e Portugal Telecom


Circula no mercado um relatório da Institutional Shareholder Services (ISS), consultoria internacional especializada em governança corporativa, que aponta a fusão entre Oi e Portugal Telecom como melhor estratégia para a o futuro da PT. O documento foi enviado a acionistas da companhia portuguesa, a fim de prepará-los para a assembleia que acontecerá em 8 de setembro.

Segundo a ISS, os termos revistos da fusão, divulgados em julho, e que precisam de aprovação para se concretizar, “não aparentam ser prejudiciais aos acionistas quando se leva em conta a “excepcional situação” da PT. O documento diz, também, que a não aceitação da proposta traria riscos, como “a possibilidade de a Oi acionar a companhia na Justiça” em busca de compensações pelas operações realizadas sem consulta prévia.

No começo do ano, a PT comprou 897 milhões de euros em títulos da dívida da Rioforte, empresa portuguesa pertencente ao Grupo Espírito Santo, um dos principais acionistas individuais da própria PT. A operação teria sido autorizada pelo CEO e chairman Henrique Granadeiro sem conhecimento dos demais integrantes do conselho de administração da empresa, do qual participavam os brasileiros Otávio Azevedo e Fernando Magalhães, da Oi.

Para a ISS, a fusão continua a fazer sentido em termos estratégicos e operacionais, o memorando de entendimento não parece injusto, e há mais desvantagens em não aceitar o acordo do que em aceitar. A estratégia de isolar a dívida da Rioforte em uma empresa também é recomendada, pois “não afetaria os benefícios da fusão, ao mesmo tempo em oferece aos acionistas da PT a possibilidade de recuperar o dinheiro”, além da posição acionária na empresa resultante da fusão.

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