Consulta pública de edital 5G não deve tratar da interferência, mas surge nova proposta para migração da TVRO


A nova proposta prevê o deslocamento das TVROs para a faixa de 3,8 GHz, e com isso seria necessária apenas uma nova sincronização dos conversores das TVs por parabólica, sem necessidade de migração para a banda KU ou instalação de filtros. Mas a nova proposta de edital, a ser apresentada no dia 12, não deverá abordar esse assunto, por mais segurança.

Uma nova proposta para resolver a interferência da 5G nas TVs por parabólicas começou a ser formatada nesta semana pela área técnica da Anatel e empresas envolvidas, mas ela não deverá estar presente na consulta pública do edital, cuja nova formatação será analisada pela direção da Anatel em sua última reunião do ano, no dia 12 de dezembro.

Conforme fontes do setor, a nova alternativa que surge é levar os atuais sinais das TVs parabólicas, que estão hoje ocupando um pedaço do espectro de 3,5 GHz (o melhor pedaço para a quinta geração) para a faixa de 3,8 GHz. Com essa solução, não haveria necessidade de instalação de filtros nos milhares de conversores que estão nas residências e captam os sinais das TVROs, pois bastaria apenas que fossem “ressincronizados” esses  conversores  direcionando-os para essa  frequência. Com isso, também não seria mais necessária a migração dos canais para a banda KU dos satélites, conforme reivindicam os radiodifusores.

A formatação dessa nova alternativa, que mantém os canais das TVROs nas banda C, eliminando o altíssimo custo da migração para a banda KU, precisaria ter  aprovação rápida, para que haja tempo suficiente para a sincronização dos aparelhos aos satélites de banda C, que sustentam hoje os sinais das TVs abertas por parabólicas.

A reivindicação da radiodifusão, de migração total para nova banda satelital, a banda Ku, irá custar entre R$ 2,9 a R$ 4,0 bilhões de reais, dinheiro que seria desviado dos investimentos em banda larga, pois os recursos serão destinados pelas operadoras de celular que participarem do leilão. Quanto mais dinheiro for gasto para resolver o problema da interferência, menos recursos sobrarão para a ampliação da rede de banda larga no território brasileiro. Por isso, estudam-se novas alternativas.

Com essa proposta, estuda-se também a possibilidade de a Anatel ampliar a faixa de 3,5 GHz a ser leiloada, acrescentando mais 100 MHz ao que já está proposto, para até o limite de 3,7 GHz.

Conselho

Embora essa solução tenha sido discutida em reunião técnica da Anatel, o mais provável, conforme fontes ligadas diretamente ao Conselho Diretor da agência, é que a proposta de consulta pública não trate deste assunto, só devendo abordar este tema mais tarde, ou seja, em 2020.

” É improvável que a solução para TVRO seja endereçada agora. É melhor que fique para depois da consulta, assim o conselho poderá se posicionar com mais segurança”, afirmou o interlocutor.

MCTIC, boa solução

Fontes do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por sua vez, consideraram que a proposta “parece uma boa solução”.  A pasta aguarda informações técnicas da Anatel sobre os novos testes realizados pelo CPqD na utilização de novos filtros para a mesma banda de 3,5 GHz e entregues ao governo pelo SindiTelebrasil.

Ainda conforme fontes do ministério, após o fornecimento dessas informações, deverá ser publicada portaria que definirá a política pública a ser adotada para resolver o problema da interferência. A expectativa do MCTIC é publicar a medida antes do final deste ano. (Colaborou Abnor Gondim).

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2 Comments

  1. moises sat hdm
    28 de novembro de 2019
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    Certo mesmo será mingra pra banda ku pois esse chapelão grande em cima da casa com chegada da tv digital terrestre ninguém que mais outra coisa ser vai usa faixa de 3.5 GHz depois 3.7ghz então não há solução definitiva será mingra mesmo não há filtro pra combate tal interferências do 5g mesmo que aloquem canais aparti de 3.8ghz depois 3.9ghz depois 4.0ghz até engolimos totalmente a faixa pois já tem países que estão testando já 6g então como foca certo mesmo pra nois técnicos de antenas parabólicas e a migração pra banda ku pois ser ouver tal interferências dona anatel vai ter que servirá nois 30 pois haverá centenas de reclamações pois quem está ai de terno e gravata não sabe das tais inteferencias que serão inúmeras em diversas regiões quando chega 5g então mingra e soluções definitiva pra até futuro próximo pra chegando mais na frente ter que mexe denovo melhor mexe agora que mexe no futuro de todo jeito

  2. Italo Saru
    29 de novembro de 2019
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    Caso a migração para a banda Ku não seja escolhida como solução o deslocamento de canais para frequências acima de 3800 MHz irá ajudar, mas o uso de filtro antes do LNA será obrigatório em muitas situações. Mesmo que o filtro não seja necessário no início em algum momento ele poderá ser necessário e a solução mais justa seria a troca dos LNBFs residenciais por outro com filtros antes do LNA, filtros sofisticados em guia de onda, cujo custo deverá cair com a produção em massa.

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