Consulta à minuta de edital da Telebrás vai até esta sexta-feira (1º)


A consulta pública do termo de referência para compra de equipamentos que servirão para iluminar a rede de fibra óptica da Telebrás, aberta no dia 15 deste mês, ainda não havia recebido contribuições até a tarde desta quarta-feira (29). O último dia para apresentar sugestão é à meia noite desta sexta-feira (1º). A tecnologia proposta é a DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), solução que possibilita a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras óptica.

Dirigentes das empresas de tecnologia nacional ainda estão avaliando o documento para decidir se irão fazer contribuições ou não ao texto. Uma das queixas é a impossibilidade de participar da licitação por meio de consórcio de empresas, mas não há ainda um entendimento de que essa limitação prejudicará a participação delas na licitação. A Telebrás alega que a restrição foi adotada como forma de evitar restrições à concorrência.

Os presidentes da Padtec, Jorge Salomão, e da Trópico, Raul Del Fiol, afirmam que a indústria nacional tem plena capacidade de atender não só o edital em consulta, mas também a toda a demanda do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). “E com produtos bastante competitivos e com tecnologia madura”, disse Salomão. Além disso, diz Del Fiol, as indústrias nacionais instaladas têm capacidade para rapidamente dobrar a produção.

Fortalecimento

Os dois dirigentes admitem que o momento esteja muito propício para o fortalecimento da indústria de tecnologia nacional, sobretudo pela vantagem competitiva promovida pela Medida Provisória 495/10, que permite a preferência de produtos com tecnologia e produzidos no país, mesmo com preço 25% superior. “O importante é que esse benefício atinge também a empresas de capital estrangeiro instaladas aqui, o que garante o desenvolvimento de produtos competitivos e de alto valor agregado”, avalia Del Fiol.

Outro ponto favorável para a indústria nacional é a implantação do PNBL, pelo volume de investimentos necessários para iluminar a rede das elétricas, que serão geridas pela Telebrás. Os investimentos são avaliados em R$ 6 bilhões até 2014. Salomão ressalta que essa percepção de oportunidade também está sendo registrada pelas multinacionais de tecnologia. Ele lembra que a IBM já anunciou a implantação de um centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país.

A Padtec e a Trópico fazem parte do Consórcio GENTe (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia), formado recentemente por empresas nacionais, para disputar o fornecimento de equipamentos para o backbone da Telebrás. Del Fiol disse que, apesar do consórcio, as empresas poderão participar individualmente da licitação da estatal.

“O objetivo da associação das empresas é trabalhar em solução integrada”, disse Salomão. Isto implica que as oito, que ofertam produtos e serviços diferentes, se unirão em negócios e tecnologia para “vender” apenas uma solução aos clientes, com perspectiva de economia de tempo e dinheiro com esta nova operação. Além das duas empresas, fazem parte do GENTe a Asga (Paulínia – SP), Parks (Cachoeirinha – RS), Gigacom (São Paulo), Datacom  e Digital (Porto Alegre (RS), CPqD e WxBr (Campinas) e Icatel (São Paulo). A Trópico e a Padtec funcionam em Campinas.

O primeiro leilão da Telebrás deve acontecer no dia 15 de outubro. Para esta sexta-feira (1º) estão sendo esperadas as publicações de mais duas minutas de editais para aquisição de equipamentos para rádio enlace e de roteadores e switches.

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