Consolidação de operadoras: defesa contra a baixa rentabilidade


A Anatel promoveu hoje uma audiência pública para ouvir a avaliação do banco Merryl Lynch sobre o mercado brasileiro de telecom. Na pauta principal, o comportamento da tarifa de telefonia brasileira, cujos estudos do banco indicam valores diferentes ao da UIT (União Internacional de Telecomunicações).

Mas o  analista Mauricio Fernandes mirou na baixa rentabilidade das operadoras brasileiras. Para ele, o mercado brasileiro não apresenta hoje um bom cenário para quem quer investir em telecomunicações, principalmente porque as operadoras brasileiras estão dando pequeno retorno  ao capital investido.

Para os investidores, aponta ele, a saída seria a fusão das operadoras – o Brasil, com quatro empresas de celular, acabará ficando isolado no mundo, já que este processo está ocorrendo na Europa e já ocorreu nos Estados Unidos, lembra. Com a consolidação (e a única opção que se comenta é o fatiamento da TIM), as empresas consolidadas poderiam firmar novos compromissos com o governo, de qualidade e aumento de investimentos, pois teriam rentabilidade mais favorável.

Ferenandes acha porém que este processo só ocorrerá com a sinalização do Poder Central para autorizar este movimento, tendo em vista que, reconhece, a regulação da Anatel não permite a fusão. Para as operadoras,  só faria sentido a união se elas ficarem também com a frequência da TIM, o que hoje seria impossível.

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