Conselho de Administração da Telebrás aprova redução do número de ações


O Conselho de Administração da Telebrás aprovou, nesta sexta-feira (15), o grupamento da totalidade das ações representativas do capital social da estatal, que soma 1,09 trilhão de ações, sendo 896,9 bilhões de ações ordinárias e 210,2 bilhões de ações preferenciais. Pela proposta, que ainda terá de ser aprovada em assembléia de acionistas, o agrupamento se dará na proporção de 10 mil ações para uma de respectiva espécie e os valores subirão de R$ 1,19 para R$ 11,90, no caso das preferenciais, e de R$ 1,48 para R$ 14,80, no caso das ordinárias.

Para evitar prejuízos para os pequenos acionistas, será dado um prazo de 45 dias para que consolidem suas posições, ou adquirindo ações para completar o mínimo de 10 mil, ou recebendo em dinheiro o valor das que detém. Quem optar por vender, receberá os recursos correspondentes em sua conta bancária, após realização de leilão na Bovespa. Para os acionistas desconhecidos ou com o cadastro desatualizado, o valor será retido pela estatal e mantido à disposição do acionista na instituição depositária, Banco Bradesco, que efetuará o pagamento, mediante apresentação de documentação comprobatória de desbloqueio ou de identificação, conforme o caso.

Os objetivos do grupamento são ajustar o valor unitário de cotação das ações a um patamar mais adequado do ponto de vista mercadológico, reduzir custos operacionais para a estatal e seus acionistas, aumentar a eficiência dos sistemas de registros, controles e divulgação de informações aos acionistas e alinhar o valor por ação da companhia aos parâmetros negociados em bolsas de valores no Brasil. Mas é também, segundo o presidente da estatal, Rogério Santanna, o primeiro passo para que a Telebrás alcance um nível de governança corporativa mais elevado.

Já a entrada no Novo Mercado da Bovespa, grau máximo de governança corporativa do mercado de capitais brasileiro, dependerá da conversão das ações preferenciais em ordinárias e da obtenção de receita. “Até agora, a Telebrás só tem prejuízo, situação que somente mudará com a operação da rede pública de banda larga”, explicou Santanna.

O ajustamento do Plano de Indenização por Serviços Prestados (PISP), outro tema tratado na reunião, será definido por uma comissão interna, que foi criada para propor alternativas até o final deste ano.

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