Conselho da Telebras aprova negócio com IslaLink


A Joint-venture lançará cabo submarino ligando Brasil e Europa. Mas a Telebras ainda deve aos seus acionistas e à sociedade as demonstrações de seus resultados financeiros e operacionais deste ano. No dia 14, enviou comunicado à CVM alertando que não iria apresentar os balanços trimestrais porque as informações estavam migrando para novos sistemas. A CVM não comenta os procedimentos que estão sendo tomados, mas conforme os estatutos da agência, companhia de sociedade aberta é obrigada a divulgar seus balanços trimestrais. Fontes do governo comentam que as contas da estatal teriam sido glosadas.

O conselho de administração da Telebras aprovou ontem, em reunião, o acordo criação de uma joint-venture com a IslaLink para lançar um cabo submarino conectando Brasil e Europa. O negócio ainda deve ser avaliado por órgãos e agências reguladoras. A parceria foi anunciada em janeiro. Pelo contrato divulgado à época, Telebras terá 35% e IslaLink, 45% da participação na empreitada. O restante deveria ser detido por fundos de investimento.

Também em janeiro, o então presidente da Telebras, Caio Bonilha, afirmou que o projeto consumiria R$ 185 milhões em investimentos. O lançamento do cabo estava previsto para ser iniciado no começo do segundo semestre deste ano. A previsão, na época, era de que demorasse 18 a 20 meses para a obra ser realizada.

O conselho também aprovou a obtenção de crédito junto ao Finep para o projeto Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. A proposta ainda deve ser aprovada pelo governo. Os valores previstos na tomada de crédito não foram revelados no comunicado ao mercado.

Balanços

A Telebras ainda deve as demonstrações de seus resultados financeiros e operacionais deste ano. No dia 14, enviou comunicado à CVM alertando que não iria apresentar os balanços trimestrais porque as informações estavam migrando para novos sistemas. A CVM não comenta os procedimentos que estão sendo tomados, mas conforme os estatutos da agência, companhia de sociedade aberta é obrigada a divulgar seus balanços trimestrais. Fontes do governo comentam que as contas da estatal teriam sido glosadas. No último balanço divulgado, em 2013, a estatal fechou com prejuízo de R$ 145,7 milhões.

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