Conselho da Portugal Telecom SGPS rejeita proposta de Isabel dos Santos


O conselho de administração da holding Portugal Telecom SGPS rejeitou a proposta de OPA feita pela Terra Peregrin, empresa da bilionária angolana Isabel dos Santos. De acordo com o comunicado da companhia ao mercado, o valor oferecido, de 1,2 bilhão de euros pelo controle da empresa, ou 1,35 euro por ação,”não reflete o valor intrínseco da PT”.

Segundo relatório divulgado na noite de ontem pelo conselho, o preço oferecido se baseia em pressupostos incorretos sobre a participação da empresa na Oi após pactuação do acordo de permuta da dívida da Rio Forte. A Terra Peregrin considerou que, após a fusão com a Oi, a PT teria 23% de participação acionária na CorpCo, e não 27,69%, como previsto após conclusão da permuta. A PT SGPS, porém, não descarta a venda do controle, e informa que um preço aceitável por ação seria de 1,50 euro.

A oferta também foi rejeitada porque ficou 26% abaixo do valor dos papeis da empresa nos seis meses antes da oferta (1,83 euros). O comunicado diz também que ignora os prêmios ganhos pela PT SGPS nas transações de M&A, que seria de 23% nos últimos três anos e potencial de valorização das ações da Oi no médio e longo prazos graças à consolidação no mercado brasileiro de telecomunicações. De acordo com a PT SGPS, analistas de mercado estimam sinergias da ordem de R$ 20 bilhões se houver fusão entre Oi e TIM.

A decisão não é final. Uma assembleia geral de acionistas da PT será realizada para vetar ou aprovar a diretriz do conselho. Também será decidida em assembleia, sem data definida ainda, a venda dos ativos da operadora PT Portugal em Portugal e na Hungria à Altice.

 

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