Conselheiro prefere empresa nacional, mas não vê problemas em PT com Telemar


O conselheiro da Anatel, Pedro Jaime Ziller, disse hoje, 31 de maio, que, em princípio, não vê problema numa possível compra da Oi (ex-Telemar) pela Portugal Telecom (PT), já que o grupo português não tem concessão para prestar telefonia fixa no Brasil. As declarações do conselheiro ocorreram após sua participação no 24ª Congresso Brasileiro de …

O conselheiro da Anatel, Pedro Jaime Ziller, disse hoje, 31 de maio, que, em princípio, não vê problema numa possível compra da Oi (ex-Telemar) pela Portugal Telecom (PT), já que o grupo português não tem concessão para prestar telefonia fixa no Brasil. As declarações do conselheiro ocorreram após sua participação no 24ª Congresso Brasileiro de Radiodifusão, em Brasília. Ele ressaltou que a única restrição seria com a OI, por causa da sobreposição de licenças no celular, e alertou “se o negócio se configurar, é claro que a empresa nacional fica prejudicada”.

Ziller salientou que para garantir a competição é importante a presença de uma grande empresa nacional no mercado. “O nosso mercado está muito claro, existe duas grandes empresas multinacionais e duas empresas nacionais muito menores. Para se manter a competição, olhando a tendência de fusão no mundo, podemos citar os Estados Unidos que tem três empresas”, completou.

O presidente da PT, Henrique Granadero, reiterou ontem que não fará oferta hostil pela Telemar. Também ontem a Telemar Participações divulgou, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), comunicado em que afirma manter seu “firme propósito” de prosseguir com a decisão de realizar uma oferta pública de aquisição de suas ações preferenciais (OPA), cuja minuta ainda está em aprovação pela CVM. Analistas avaliam que o mercado especulou nas últimas semanas sobre um aumento no preço dos papéis, que não foi confirmado pela minuta. Segundo Eduardo Roche, da consultoria Modal Asset, “há uma boa probabilidade de o mercado não aderir à oferta”, hipótese corroborada pela análise de Felipe Cunha, da Brascan, que acredita que é grande o risco dos dois terços das ações necessários nãos serem atingidos, devido à “manutenção dos mesmos preços que já haviam sido anunciados.” 

 

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